“Com a sua luta, os trabalhadores vêm melhoradas as condições salariais e de trabalho, ainda que persistam razões para continuar a lutar e intervir, face às características do trabalho nestas empresas”, afirmou a Fectrans em comunicado.
Com o acordo agora assinado, o salário dos motoristas aumenta para 650 euros a partir de julho de 2019, com a mesma percentagem de aumento para os restantes trabalhadores. Foi também acordado o alargamento progressivo da garantia mínima do subsídio de agente único, de 5 horas em novembro de 2019 para 6 horas em julho de 2020, 7 horas em janeiro de 2021 e oito horas em janeiro de 2022.
As negociações sobre as condições de trabalho para o próximo ano no grupo Rodoviária do Tejo vão prosseguir um mês após a conclusão da negociação em curso com a associação patronal das empresas de transportes de passageiros, a Antrop.
Estas conquistas agora acordadas surgem após várias lutas dos trabalhadores do grupo, que incluíram várias greves. Outras reivindicações já tinham sido aplicadas pela empresa, nomeadamente o fim da aplicação do banco de horas, a redução das horas de intervalo e o aumento das ajudas de custo no estrangeiro.