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Trabalhadores da Radio France interrompem diretora-geral com "Coro dos Escravos Hebreus"

O Coro da Rádio France, que se encontra em greve, respondeu aos votos de bom ano da diretora-geral da empresa pública com o "Coro dos Escravos Hebreus", de Verdi. Sibyle Veil anunciou um plano de cortes e o despedimento de quase 300 pessoas.

Sibyle Veil preparava-se para discursar esta manhã numa cerimónia dirigida à equipa da Radio France quando foi interrompida pelo Coro da Rádio France, que interpretou o "Coro dos Escravos Hebreus", de Verdi.

A diretora-geral da Radio France acabou por não fazer qualquer discurso e saiu de cena, enquanto o palco foi ocupado por trabalhadores da empresa pública que ostentaram cartazes e entoaram slogans.

Na sua conta de twitter, o sindicato SNJ Radio France dá conta da iniciativa: "’Quando tudo for privado, seremos privados de tudo’. Alguns trabalhadores sobem ao palco com cartazes e vuvuzelas. Os trabalhadores cantam ‘Sibyle, não queremos o seu plano’, a que se segue a canção ‘Todos temos um trabalho de que gostamos’".

A estrutura sindical assinala ainda a inexperiência da direção da empresa: "Quando se muda o CEO a cada três anos e o responsável pelos recursos humanos a cada ano, ninguém tem experiência na empresa, e a direção comete este tipo de erros: subir ao palco no meio de um conflito social, quando esteve sem dar notícias durante três semanas. Que ótima ideia!".

A empresa pública Radio France revelou recentemente aos representantes dos trabalhadores um plano de cortes que inclui a extinção de 270 a 390 postos de trabalho.

De acordo com a diretora-geral, Sibyle Veil, em causa está a necessidade de fazer uma economia de 29 milhões de euros no espaço de três anos. O Le Figaro avança que os sindicatos presentes adotaram uma linha comum, recusando-se a negociar na base deste documento.

Em comunicado, o SNJ – Sindicato Nacional dos Jornalistas da Radio France afirmou que “suprimir mais 300 ou 400 postos de trabalho vai tornar impossível continuar a fazer rádio”. “Para que servimos então?, questionou.

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