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Trabalhadores da função pública exigem melhorias salariais

Ana Avoila entregou, esta quinta-feira, no Ministério das Finanças a proposta reivindicativa para a administração pública para 2017 que prevê “aumentos salariais de 4 por cento”, além do “descongelamento” da progressão nas carreiras.
Foto de Paulete Matos

Em declarações prestadas à imprensa após a entrega do documento, a coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública afirmou que “somos inflexíveis, se se pode falar assim, na negociação do aumento dos salários, das pensões e no descongelamento das carreiras”.

Desta forma, Ana Avoila sublinhou que “é preciso que o ministro das Finanças [Mário Centeno] faça uma contraproposta e respeite o prazo que nós damos, isto é, até ao dia 14 de outubro, porque o Orçamento de Estado para 2017 é entregue a 14 ou a 15 e não faz sentido estarmos a discutir matérias com um orçamento que já está feito”.

Para a Frente Comum a questão essencial passa pelo “aumento dos salários, o descongelamento das progressões remuneratórias, a abertura de concursos e as 35 horas”, tendo Ana Avoila recordado que os trabalhadores da administração pública “não podem continuar sem aumentos de salários”.

Para Ana Avoila, "os trabalhadores da administração pública têm direito a aumentos salariais anuais e à evolução nas carreiras, para compensar o efeito dos cortes e congelamentos que reduziram drasticamente os seus rendimentos nos últimos anos".

O objetivo da Frente Comum ao entregar a proposta no Ministério das Finanças é dar tempo ao governo para que este responda às reivindicações antes da apresentação do Orçamento do Estado para 2017.

Além dos aumentos salariais e das pensões e do descongelamento das carreiras, a Frente Comum reivindica ainda a “reposição do valor do trabalho extraordinário e do horário de trabalho semanal de 35 horas para "todos os trabalhadores de todos os serviços".

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