Em dia de reunião pública da Câmara Municipal de Lisboa, os trabalhadores da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) vão-se concentrar à sua porta.
A mobilização é convocada pelo CESP, Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal. Este sindicato apresentou à EMEL uma proposta de revisão salarial do Acordo de Empresa. Propõe-se um aumento do salário de 50 euros para todos os trabalhadores e 650 euros para o salário mínimo da tabela.
A resposta do Conselho de Administração foi que só haveria lugar para uma negociação salarial com os trabalhadores depois da Câmara Municipal de Lisboa definir a sua “política salarial”. Os trabalhadores dizem que “não aceitam” esta resposta porque “têm o direito, no âmbito da contratação colectiva, de negociar os salários”.
Os trabalhadores da EMEL esclarecem que os seus salários já não são atualizados de acordo com os aumentos da função pública e desmontam o argumento da administração alegando que “é do conhecimento público que outras empresas municipais estão em processo de negociação salarial e até já fecharam negociações aumentando os salários dos seus trabalhadores”.
Para além desta mobilização, o CESP está a organizar uma “quinzena de luta dos trabalhadores do comércio” em que avançam com as seguintes reivindicações: negociação coletiva dos contratos, aumentos salariais para todos os trabalhadores, respostas aos cadernos reivindicativos, horários regulados e melhoria das condições de trabalho.
Nesse âmbito, os trabalhadores do setor da logística da SONAE da Azambuja e Maia estão a fazer greve de uma e duas horas até dia 1 de março. Para além das reivindicações gerais da quinzena de luta, estes trabalhadores pretendem que se valorize a carreira de operador de armazém e estão contra a retirada da pausa a meio da manhã no Armazém Plaza 1 de Azambuja.