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Trabalhadores da CP Carga manifestam-se contra privatização

Os representantes dos trabalhadores da CP Carga concentraram-se esta quinta-feira junto à sede da empresa, desfilando em seguida para o Tribunal de Contas e a secretaria de Estado das Infraestruturas.
Foto Paulete Matos/Arquivo.

O objetivo deste protesto é manter o tema da privatização da empresa na agenda, depois do atual governo ter recusado equacionar a reversão do processo, ao contrário do que sucedeu nos casos das empresas de transporte público de Lisboa e Porto.

A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) tinha convocado uma greve para que os trabalhadores participassem no protesto, numa “derradeira pressão sobre a Tutela”. Mas com a concretização da venda da CP Carga no passado dia 20, a greve desta quinta-feira foi desconvocada.

“O conflito laboral ainda não é com o atual patrão”, justificou a Fectrans, mantendo a ação de hoje a título "simbólico" com a realização de um cordão humano em protesto contra a privatização.

Os trabalhadores querem que o Tribunal de Contas se pronuncie sobre  “inúmeras situações irregulares e ilegais”, entre as quais “a venda por dois milhões depois do Estado ter capitalizado a empresa em mais de 116 milhões de euros”.

“Lutámos contra a privatização da CP-Carga e fizemo-lo com a convicção que, caso houvesse coragem política do atual Ministro do Planeamento e Infraestrututas, seria um objetivo que estava ao nosso alcance, mas este Ministro optou por defraudar as expetativas dos trabalhadores e o sentido do seu voto nas últimas eleições”, lamenta a federação sindical.

“A CP Carga deve ser uma empresa pública, estratégica ao serviço do país. Além disso, vamos continuar a manifestar junto dos órgãos de soberania o nosso descontentamento e a chamar a atenção para a envolvência do negócio, que é prejudicial para o país”, disse à Lusa José Manuel Oliveira. Os trabalhadores querem que o Tribunal de Contas se pronuncie sobre  “inúmeras situações irregulares e ilegais”, entre as quais “a venda por dois milhões depois do Estado ter capitalizado a empresa em mais de 116 milhões de euros”.

Na próxima terça-feira, os trabalhadores irão reunir com a administração privada da empresa para “levantar as questões que são prementes para os trabalhadores, como os salários, as carreiras profissionais”, revelou o coordenador da Fectrans.

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