Trabalhadores da Altice exigem intervenção do Governo para travar despedimentos

11 de August 2021 - 10:08

Sexta-feira os trabalhadores irão concentrar-se em frente à residência oficial de António Costa para exigir que o executivo repudie os despedimentos e avise a Altice que se “insistir nesse caminho pode ficar de fora do acesso aos muitos milhões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”.

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Concentração de representantes dos sindicatos que compõem a Frente Sindical (SINTTAV, STPT; SNTCT, STT; Federação dos Engenheiros e SINQUADROS) e da CT da MEO, em Lisboa, 25 de junho de 2021. Foto de Rodrigo Antunes, Lusa.

Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores (CT) da Meo, do grupo Altice, afirma que ainda não lhe foram transmitidos os números finais do despedimento coletivo. Mas o último número a que tiveram acesso "foi de 206 trabalhadores (195 Meo SA e 11 PT Contact)".

No documento, citado pela agência Lusa, a CT explica que "nestes números estão incluídos os quatro trabalhadores que estão ao abrigo do Artigo 63.º do Código do Trabalho (abrangidos pela proteção em caso de despedimento de trabalhadora grávida, puérpera ou lactante ou trabalhador no gozo da licença parental)", e que os mesmos “irão aguardar parecer da CITE (Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego), que tem como data prevista" o dia 30 de novembro.

Despedimentos na Altice

20 de July 2021

Numa nova tentativa de travar os despedimentos, os sindicatos da Frente Sindical e a CT da Meo irão concentrar-se à porta da residência oficial de António Costa para “exigir que o Governo assuma com frontalidade que não concorda com os despedimentos coletivos na Meo e na PT Contact e que se a Altice Portugal insistir nesse caminho pode ficar de fora do acesso aos muitos milhões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que irão ser disponibilizados para o setor das telecomunicações".

Os objetivos desta luta são claros: “conseguir que a Altice Portugal retire a intenção de despedimento coletivo", impugnar "em Tribunal o despedimento para quem não aceitou o acordo proposto pela empresa" e conseguir que "os trabalhadores da PT/CGA tenham a mesma proteção em caso de desemprego involuntário que os trabalhadores da empresa beneficiários da Segurança Social". Em causa está ainda contribuir para mudanças à lei para que "no futuro os trabalhadores que pretendam impugnar o despedimento não sejam obrigados a devolver a compensação" e que "a antiguidade seja contabilizada na totalidade para cálculo da compensação (um mês de salário por cada ano de antiguidade)".

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