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Trabalhadores avançam para a greve na General Motors

As negociações entre sindicato e fabricante automóvel falharam. Pela primeira vez em doze anos, os 49 mil trabalhadores estão em greve esta segunda-feira por melhores salários e menos precariedade.
Sede da General Motors em Detroit
Sede da General Motors em Detroit. Foto meesh/Flickr.

As negociações entre a administração da General Motors e o sindicato United Auto Workers não permitiram chegar a um acordo até à meia noite de domingo para a renovação de um acordo laboral em vigor desde 2015 e que caducou este fim de semana. Os trabalhadores reclamam melhores salários, acesso à saúde e integração de precários. Mas sobretudo querem mostrar a sua insatisfação e ver reconhecidos os sacrifícios que fizeram nos últimos anos para manter a empresa à tona, quando no presente a GM apresenta lucros recorde, cerca de 35 mil milhões de dólares nos últimos três anos.

A paralisação dos 49 mil trabalhadores sindicalizados irá parar a produção e pressionar a administração da GM a seguir o exemplo da Ford e da Fiat Chrysler, que prolongaram na sexta-feira o aseu acordo coletivo por tempo indeterminado. Em causa está também a intenção da GM fechar quatro fábricas, com os sindicatos a proporem a atribuição de novos produtos a essas unidades.

A grave na GM contará com o apoio dos camionistas, impedindo o transporte dos automóveis a partir das fábricas. O porta-voz da International Brotherhood of Teamsters reafirmou ao Washington Post a solidariedade com os trabalhadores da GM. “Eles estiveram ao nosso lado quando tivemos de lutar contra os patrões. Esta é a forma de estarmos agora com eles”, afirmou Bret Caldwell.

“Acabem com a ganância”, diz Bernie Sanders à administração da GM

Outro apoio político de peso à greve veio do candidato à nomeação presidencial democrata Bernie Sanders. “A minha mensagem para a GM é simples: acabem com a ganância, sentem-se com o sindicato e façam um acordo que trate os vossos trabalhadores com o respeito e a dignidade que merecem”, afirmou Sanders.

Lembrando que o gigante automável foi resgatado com 50 mil milhões de dólares de dinheiros públicos em 2008 e que nos últimos anos gastou 25 mil milhões a pagar dividendos e a comprar ações próprias, para além de ter apresentado lucros de 4 mil milhões de dólares no ano passado sem pagar impostos, Bernie Sanders diz-se “orgulhoso” por apoiar os trabalhadores sindicalizados a enfrentarem a ganância da empresa.

 

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