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Trabalhadoras despedidas do Centro Social e Paroquial de Miragaia protestam por turnos

O Centro Social da Sé Catedral do Porto assumirá o espaço a partir desta sexta-feira, mas não prevê qualquer transferência dos postos de trabalho. 
Protesto das trabalhadoras do Centro Social e Paroquial de Miragaia.
Protesto das trabalhadoras do Centro Social e Paroquial de Miragaia.

As trabalhadoras do Centro Social e Paroquial de Miragaia (CSPM) organizaram uma concentração esta sexta-feira junto ao edifício do Centro, em protesto contra o despedimento e não pagamento dos salários de agosto, noticia a agência Lusa. 

Ao todo são 25 trabalhadoras que foram surpreendidas no dia 30 de agosto com a notificação do “pedido de Insolvência do Centro por absoluta impossibilidade de honrar os seus compromissos financeiros”, Insolvência que “determina a impossibilidade de se pagarem as retribuições do mês de agosto de 2017”. 

O Centro Social da Sé Catedral do Porto assumirá o espaço a partir desta sexta-feira, mas não prevê qualquer transferência dos postos de trabalho. Em comunicado noticiado pela agência ECCLESIA, a Diocese do Porto declara que "nesta decisão, difícil e dolorosa para a Diocese, procurou-se garantir a justiça com os trabalhadores e o cuidado futuro dos atuais utentes". 

As trabalhadoras foram informadas “por fonte segura de que na conta do CSPM havia dinheiro suficiente para o pagamento dos ordenados”. "Na passada terça-feira, ao ser confrontada pelas trabalhadoras, a Comissão Administrativa assegurou perante a presença dos responsáveis do Centro Social da Sé Catedral do Porto, que iria proceder ao pagamento do mês de Agosto", acrescentam.

Esta Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) foi fundada em 1961 e empregava, até agora, 25 trabalhadores que prestavam serviço a cerca de 200 utentes em diversos domínios como creche, pré-escolar, ocupação de tempos livres, centro de dia e apoio domiciliário.

 

 

 

 

 

 

    Nos cartazes das trabalhadoras em protesto pode ler-se "onde estão os €18.238,73 que entrou [sic] este mês de agosto na conta do CSP Miragaia, através da Segurança Social para os ordenados das trabalhadoras?"; noutro cartaz, reclamam "Queremos o que é nosso", descrevendo pormenorizadamente as dívidas da CSP às trabalhadoras. 

 

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