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Trabalhadoras de limpeza da Universidade do Minho em risco de ficar sem salário

O contrato de outsourcing através da KG Services terminou a 31 de dezembro e a Universidade não contratou as trinta trabalhadoras, que desconhecem quem lhes vai assegurar os salários de janeiro.
Imagem via UMinho.

As cerca de trinta trabalhadoras de limpeza da Universidade do Minho (UMinho), sediada em Guimarães, estão em risco de não receber o salário de janeiro na data habitual, ou de o verem cortado sem qualquer aviso. Em causa está o contrato de outsourcing, atribuído à KG Services, que terminou a 31 de dezembro, e que a reitoria da Universidade pretende transferir para outra empresa com o critério de reduzir custos, de acordo com o Guimarães Digital.

É um caso típico de outsourcing de trabalhadoras para necessidades permanentes, com a entidade pública a transferir o contrato de empresa em empresa procurando reduzir custos que, inevitavelmente, se refletem em cada vez maior precariedade e compressão salarial.

De acordo com Eduardo Teixeira, do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STAD), caso não exista uma empresa privada a prestar os Serviços Sociais na UMinho, deverão ser os próprios serviços a assegurar os salários.

“Há um histórico de situações idênticas em que são os próprios clientes a assumir o contrato. Entendemos que isto dos contratos públicos pode criar conflitos, mas os trabalhadores não podem sair prejudicados. Alguém terá de assegurar os salários", afirmou.

Segundo o sindicalista, esta situação acontece porque os serviços de limpeza da UMinho ainda não foram adjudicados devido à intenção de reduzir os custos com as trabalhadoras.

"Já nos reunimos com os Serviços Sociais e o que nos foi dito é que iam retirar a KG Services porque era uma fonte de problema, mas ao mesmo tempo querem fazer uma redução de custos. O facto do cliente querer reduzir custos não significa que os trabalhadores possam ver os seus salários reduzidos. O que vai fazer a empresa que for adquirir este serviço é tentar reduzir os salários em proporção à redução de custos. Isto não é admissível. Significa que qualquer empresa que vá assumir o cliente terá de pagar integralmente o salário dos trabalhadores, mesmo que eles trabalhem menos horas, e por isso é mais difícil aparecer interessados", explicou. 

O representante sindical critica a postura dos Serviços Sociais: "Os próprios Serviços Sociais adoptaram uma postura errada, impedindo os próprios trabalhadores de ir para o seu local de trabalho." Os Serviços Sociais afirmaram não ter "qualquer conhecimento oficial desse facto".

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