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Trabalhadoras da Apple denunciam represálias por se queixarem de assédio

Inúmeras trabalhadoras, atuais e antigas, da Apple repudiam o comportamento do grupo por não ter levado a sério as denúncias ou por, inclusive, ter exercido represálias quando a situação foi exposta.
Fotografia da Apple.

Esta quinta-feira, o Financial Times, citado pelo Expresso, publicou um artigo no qual relata as situações de assédio de que foram alvo 15 mulheres. O jornal britânico baseou-se em entrevistas com as trabalhadoras em causa e com outros trabalhadores do grupo, bem como em documentos confidenciais.

As 15 mulheres sustentam que foram confrontadas com reações “dececionantes ou contraprodutivas” da parte dos serviços de recursos humanos. Foram, inclusive, apontadas alguns casos de represálias. Em seis casos, as mulheres que denunciaram casos de assédio foram consideradas más trabalhadoras e saíram da empresa. Segundo os relatos, a Apple chegou a oferecer vários meses de salário em troca do seu silêncio.

Uma das trabalhadoras explica que se sentiu inspirada pelo movimento #MeToo para avançar com a queixa junto dos recursos humanos da empresa, em 2018. Um colega de Megan Mohr tirou-lhe a camisa e fotografou-a durante uma festa. A Apple considerou que este comportamento não infringia qualquer regulamento no contexto do seu trabalho. Megan acabou por se demitir, após 14 anos na empresa.

Jayna Whitt, por sua vez, relatou num blogue que foi repreendida por ter permitido que uma relação pessoal interferisse com o seu trabalho quando tentou denunciar os comportamentos física e emocionalmente violentos de um advogado do grupo.

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