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Tesoureiro do partido de Merkel é suspeito de esconder dinheiro

Helmut Linssen teria utilizado empresas fantasmas para esconder 400 mil euros num paraíso fiscal e assim fugir ao fisco. Tesoureiro afirma que o dinheiro é da herança dos pais, e que já pagou impostos por ela.
Linssen: até 400 mil euros em paraísos fiscais, diz a "Stern".

O tesoureiro do partido da chanceler alemã Angela Merkel, a União Cristã-Democrata (CDU), é suspeito de ter escondido até 400 mil euros em empresas fantasmas de paraísos fiscais.

Segundo a revista alemã Stern, Helmut Linssen fez depósitos entre 1997 e 2004 numa conta de um banco luxemburguês em nome de uma empresa com sede primeiro nas Bahamas e depois no Panamá. A revista afirma que as autoridades tiveram conhecimento da conta suspeita em 2010 e que em 2012 se abriu um procedimento penal contra ele, que não foi adiante porque, ao ser cancelada a conta em 2004, o suposto delito prescreveu.

Assim, Linssen só teve de pagar pelos juros do período entre 2001 e 2005. O tesoureiro, por seu lado, afirmou que o dinheiro procedia da herança dos seus pais, e que já tinha pago impostos por ela.

Pedido de explicações

Apesar de Linssen negar ter fugido aos impostos, tanto o Partido Social-Democrata, sócio de Merkel no governo, quanto os Verdes exigiram explicações claras e públicas para que todas as suspeitas sejam esclarecidas.

A mais nova denúncia vem juntar-se a outros casos de fuga aos impostos de conhecidas personalidades alemãs vindos a público nos últimos dias. Na segunda-feira, demitiu-se o secretário de Estado de Cultura de Berlim, o social-democrata André Schmitz, depois de revelar-se que teve uma conta na Suíça com cerca de meio milhão de euros. Pouco antes soube-se que Alice Schwarzer, uma das principais feministas do país, tinha confessado à justiça que desde os anos 80 manteve fundos na Suíça.

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