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“Temos possibilidades de ser a primeira força em Espanha”

Pablo Echenique exige clareza ao PSOE: ou fazem acordo com o Podemos ou com o PP. Secretário da organização do Podemos acredita que a coligação Unidos Podemos poderá ser a primeira força política em Espanha.
Pablo Echenique é secretário geral do Podemos em Aragão e secretário da organização do partido.

O secretário geral do Podemos de Aragão, Pablo Echenique, defendeu que o Unidos Podemos tem “possibilidades de ser a primeira força” tanto na comunidade autónoma, onde esperam eleger mais dois deputados do que nas eleições gerais de 20 de dezembro, como em Espanha.

O também secretário da organização do Podemos recordou que Aragão é o “nosso Ohio”, uma comunidade que reproduz os resultados eleitorais de todo o país. Desde o início da democracia que acontece que quem obtém o primeiro lugar em Aragão também o conquista em Espanha, uma “curiosidade estatística” que nunca foi violada e que confia se manterá no dia 26 de junho.

“Espero que ser primeira força em Aragão equivale a ser primeira força em Espanha e temos os dois objetivos, desde logo”, insistiu, em Saragoça, na apresentação dos candidatos ao Congresso e ao Senado para as eleições legislativas de 26 de junho.

Na apresentação estiveram presentes os dois primeiros candidatos ao Congresso dos Deputados pela província de Saragoça, Pedro Arrojo, deputado em funções desde dezembro e a jornalista Rosa María Artal, que se apresenta como candidata independente no segundo lugar da lista.

Echenique assinalou que a coligação Unidos Podemos aspira, em Aragão, a conquistar “mais dois deputados”, o que derrotaria o PP, um em Teruel e outro em Saragaça – que se sumariam aos já eleitos em dezembro em Saragoça e Huesca – e incidiu que, a partir daí, têm “possibilidades de ser a primeira força”, algo que estão conscientes ser “difícil” e para o qual “estão dispostos a dar tudo”.

Questionado sobre se está preocupado que o PSOE não se pronuncie sobre a possibilidade de um acordo pós eleitoral à esquerda, Echenique apontou que os cidadãos é que devem estar preocupados com isso porque é uma realidade matemática que “não vai existir maioria absoluta e terão que ser feitos acordos”.

“Se o PSOE não está disposto a fazer um acordo com o Podemos, a única opção é que o faça com o PP”, recordou, ao mesmo tempo que sustentou que uma prolongamento das políticas dos populares é “uma notícia muito má”. Após 26 de junho, o PSOE será “o árbitro” e não tem outras opções para além de se coligar com o Podemos ou com o PP.

Echenique pediu ao PSOE que se pronuncie sobre a coligação que está disposto a fazer antes das eleições de forma que os cidadãos possam votar de forma informada.

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