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“Temos direito a salário digno, escusamos é de ter privilégios que os outros não têm"

Marisa Matias reafirmou que quando falamos das subvenções vitalícia, “não é de um direito que estamos a falar, mas de um privilégio absolutamente inaceitável, e criticou quem enriquece “à custa do exercício de cargos públicos”.
Foto de Paulete Matos

Marisa Matias esclareceu, esta quinta-feira, que sempre abdicou que “uma parte muito substancial” do seu salário enquanto deputada ao Parlamento Europeu, e acusou Maria de Belém de querer “desconversar” do assunto das subvenções vitalícias, de que foi subscritora. “Eu não desconverso porque estou muito à vontade nesta matéria”, frisou.

A bloquista mostrou-se perfeitamente à vontade para comparar a sua folha de salários, “até porque sempre exerci as minhas funções em regime de exclusividade e, portanto, isso toda a gente poderá ver na minha folha de salários”. Para Marisa Matias “todos têm direito a um salário digno”, o que não se pode aceitar é que políticos enriqueçam à custa dos cargos públicos que exercem, e se batam por obter “privilégios que os outros não têm”, como foi o caso de Maria de Belém quando pediu a reposição das subvenções vitalícias. “É um privilégio absolutamente inaceitável”, considerou.

Reagindo às declarações da socialista, que disse que “não tinha de pedir desculpa por ter este direito ou aquele”, Marisa Matias questionou “porque não requereu a Dra. Maria de Belém a fiscalização quando houve salários e pensões dos outros em 2012”.

Marisa exemplificou esta profunda contradição de Maria de Belém usando o conhecido ditado popular do “olha para o que eu digo não olhes para o que eu faço”, e deixou claro que faz o que diz.

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