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Teleperformance mantém trabalho presencial apesar de casos suspeitos

A Plataforma Resposta Solidária denuncia a irresponsabilidade das empresas do sector dos call center em forçar o trabalho presencial. Na Teleperformance, onde são prestados serviços de atendimento a clientes como o BPI ou a Caixa Bank, trabalham cerca de 3 mil pessoas.

Na sua página de facebook, a Plataforma Resposta Solidária dá conta de que recebeu várias denúncias de trabalhadores do call center da Teleperformance em Entrecampos, que relatam a insistência da empresa em impor o trabalho presencial.

“A situação é ainda mais grave, uma vez que os trabalhadores falam na existência de casos suspeitos entre os colegas”, avança a Plataforma, sinalizando que, de acordo com os relatos, “só as chefias, os responsáveis pelos projectos e alguns trabalhadores (os que trabalham para os projectos mais lucrativos para a Teleperformance) é que já estão em teletrabalho, mas a esmagadora maioria de operadores de call center continuam a ser forçados ao trabalho presencial, apesar dos riscos para a sua saúde”.

No edifício, em Entrecampos, Lisboa, onde são prestados serviços de atendimento a clientes como o BPI ou a Caixa Bank, trabalharão cerca de 3 mil pessoas.

O relato desta situação é, conforme referem os ativistas, “coincidente com as denúncias de trabalhadoras e trabalhadores, um pouco por todo o país, que partilham o seu receio pela manutenção do trabalho em espaços confinados e sobrelotados - que já seriam, muitas vezes, impróprios mesmo antes desta emergência”.

“Apesar das recomendações das autoridades de saúde e das regras excepcionais que facilitam a passagem a teletrabalho, as empresas do negócio do call center resistem em adoptar as medidas que se impõem”, denuncia a Plataforma, acrescentando que estas empresas, “rotinadas na estratégia da precarização e do abuso, estão, na sua generalidade, em plena crise sanitária, a colocar os interesses do seu negócio à frente da saúde de quem trabalha e da saúde pública”.

Com a aprovação do decreto que regulamenta a declaração do Estado de Emergência, que decretou a obrigatoriedade da “adopção do regime de teletrabalho, independentemente do vínculo laboral, sempre que as funções em causa o permitam", espera-se que “termine finalmente a irresponsabilidade das empresas do sector dos call center em forçar o trabalho presencial”, lê-se na denúncia.

 

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