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Também faltam profissionais de saúde no Centro Hospitalar de Leiria

As urgências do Hospital Distrital de Leiria foram encerradas temporariamente na noite de terça-feira. O Bloco questiona o Governo e diz ser "inadmissível" que estas notícias se sucedam diariamente numa altura em que é necessário reerguer o SNS no pós-pandemia.
Também no Centro Hospitalar de Leiria faltam profissionais - Foto de leiria.bloco.org
Também no Centro Hospitalar de Leiria faltam profissionais - Foto de leiria.bloco.org

Esta terça-feira, o Centro Hospitalar de Leiria (CHL) informou que, desde as 22h até às 8h do dia seguinte, "o acesso ao Serviço de Urgência Geral do Hospital de Santo André será limitado, com o possível reencaminhamento de alguns doentes para as Urgências do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra".

A Ordem dos Médicos do Centro condenou o encerramento temporário do Hospital de Santo André (Distrital de Leiria), por falta de médicos, considerando que a situação é grave e se deve a “gestão negligente do Governo”.

O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes, sublinhou em comunicado: “Esta situação é inédita para um hospital desta importância e configura o que está a acontecer em todo o Serviço Nacional de Saúde: uma rutura muito preocupante da sua capacidade de resposta”.

É inadmissível notícias destas quase todos os dias, denuncia o Bloco

Em pergunta ao ministério da Saúde, o Bloco questiona sobre a falta de profissionais no CHL e que medidas o Governo tomará para a resolução deste problema.

No documento, subscrito pelos deputados Moisés Ferreira e Ricardo Vicente, a situação do CHL é comparada com a do Centro Hospitalar de Setúbal (CHS) e é afirmado que “é inadmissível que, agora que a pandemia acabou e é necessário reerguer e reforçar o SNS, estes tipos de notícias sejam conhecidas quase todos os dias”.

“Não podemos aceitar que a inação do Governo contribua para situações extremas, como é o caso do Centro Hospitalar de Setúbal, que, neste momento, possui 97% do seu corpo diretivo demissionário”, acusam Moisés Ferreira e Ricardo Vicente. “O Bloco de Esquerda tem constantemente alertado e Governo e proposto medidas para a resolução atempada destes problemas que afetam as unidades do SNS. O Governo tem, ou estado aliado à direita na rejeição das propostas do Bloco, ou então não cumpre aquilo a que se compromete”, concluem os deputados bloquistas.

O comunicado refere que o Bloco teve conhecimento de que faltam 50 médicos especialistas no CHL, nas áreas de Ortopedia, Cirurgia, Medicina Interna e Ginecologia/Obstetrícia. Esta falta “tem um impacto direto na capacidade de resposta do Serviço de Urgências do Centro Hospitalar de Leiria”, aponta ainda o comunicado.

O documento bloquista lembra também que a falta de profissionais em várias especialidades não é uma situação nova, repetindo-se já há vários anos, e recorda que o CHL passou de servir 250 mil habitantes para cerca de 400 mil, “uma vez que passou a ser o hospital de referência para mais concelhos, como é o caso de Pombal, Alcobaça e Ourém”.

“Se nada for feito pelo Governo, e a política vigente continuar a ser de anúncios e falsas promessas, o hospital de Leiria terá muitas dificuldades em dar uma resposta a esta população”, frisam os deputados, que apontam que “o Bloco continua a defender que é necessária a concretização da autonomia administrativa e financeira deste Centro Hospitalar que, aliás, já tinha sido anunciada pelo Governo. Essa autonomia permitirá ao CHL proceder à contratação de profissionais sem depender de autorização do Ministério da Saúde ou do Ministério das Finanças. É uma medida sensata e que é urgente ser aplicada”.

O Bloco pergunta qual a posição do Ministério em relação à falta de profissionais no CHL, se o Governo tem alguma medida prevista para resolver o problema, se tem conhecimento do impacto no serviço de urgências e se entende a necessidade de garantir autonomia administrativa e financeira a este CH e a outros.

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