A Direção Geral de Saúde está a reforçar a vacinação em Portugal contra a doença devido a um surto em vários países europeus, com quase 5 mil casos registados apenas nos últimos 12 meses.
Há 14 países europeus onde a doença ainda existe, com a Organização Mundial de Saúde a lançar um aviso especificamente para França, Alemanha, Polónia, Suíça, Ucrânia, Itália e Roménia.
Em Portugal, a doença foi virtualmente erradicada mas os centros de saúde estão a contactar todas as famílias que possam ter vacinas em atraso, de forma a garantir que os níveis de proteção se mantêm altos contra casos importados.
Desde 1973 que a vacina contra o sarampo se mantém no Programa Nacional de Vacinação, com administração em duas doses aos 12 meses e cinco anos. A taxa de cobertura nacional ultrapassa os 95%.
Ao Diário de Notícias, a sub-diretora da Direção Geral da Saúde explica que este surto na europa resulta de duas tendências: “Os que são contra as vacinas por razões religiosas ou filosóficas e o grupo que não se vacina por falsa segurança, que nunca viram a doença e são complacentes em relação à vacinação.”
Nos últimos anos, Portugal registou 8 infeções confirmadas entre 2011 e 2013, todas importadas, e mantém a certificação oficial da OMS de eliminação do sarampo, bem como da rubéola.
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa e, apesar do reforço da vacinação, o risco está sempre presente. Quando contraído, o sarampo provoca normalmente tosse, febre e mal-estar, mas em alguns casos pode provocar morte. Dos 575 casos registados no Reino Unido, pelo menos 1 resultou em morte. Nenhum outro país europeu regista mortes derivadas do sarampo à exceção da Roménia, com 1995 casos registados e 12 mortes.
82,6% dos casos registados resulta de pessoas não vacinadas, segundo os dados do Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doença.