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Suíça restringe acesso à entrada de refugiados

Centenas de refugiados vão-se acumulando num campo situado na cidade de Como, em Itália, devido ao facto de as autoridades suíças terem encerrado as suas fronteiras endurecendo, desta forma, a política de entradas no país.
Foto do site Portal Vermelho

De acordo com uma investigação da agência Reuters, a situação que se vive naquela cidade, no norte de Itália, é considerada como “limite” uma vez que se encontra num ponto de passagem obrigatório para milhares de refugiados que tentam entrar na Suíça através da  fronteira com a Itália.

O encerramento de fronteiras acompanhado da severidade das imposições na entrada de refugiados levou a que centenas de pessoas estejam já a procurar abrigo junto à estação ferroviária da cidade bem como noutros locais improvisados onde, segundo relatos, se vive uma situação que põe em causa o respeito pelos Direitos Humanos.

De acordo com a Reuters, a repressão suíça agravou-se a partir de meados de julho quando se começaram a suceder casos de recusa de atribuição de vistos.

a repressão suíça agravou-se a partir de meados de julho quando se começaram a suceder casos de recusa de atribuição de vistos

Perante este cenário, as dúvidas tornadas publicas por várias organização e também por alguns partidos que contestam as políticas levadas a cabo por muitos países em relação aos migrantes e refugiados, ganham uma nova credibilidade se se tiver em conta que no passado mês de julho, o número de requerentes de asilo na Suíça baixou mais de um terço se comparado com o mesmo período de 2015.

 Além disso, só na semana passada, os guardas fronteiriços impediram a entrada cerca de 1.800 pessoas que tentavam entrar no país vindas de Itália.

Atualmente, mais de 14 mil requerentes de asilo encontram-se em centros de acolhimento situados em território italiano, ou seja, sete vezes mais do que o registado em 2013.

Este aumento fica a dever-se essencialmente à recusa que países como França, Áustria e Suíça estão a fazer em relação aos pedidos de asilo, seguindo as disposições do regulamento de Dublin que tem como regra base que o primeiro país a receber o refugiado no espaço comum passa a ser o responsável pelo tratamento do pedido de asilo.

Assim, se um migrante indocumentado alcançar a Suíça via Itália pode ser devolvido às autoridades italianas, exceto se tiver ligações familiares no Estado-membro em que pretende entrar mas ainda assim há notícias, segundo a Reuters, de que essa regra não está a ser respeitada na fronteira suíça.

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