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STCP: nova gestão tem de proteger empresa em vez de operadores privados

A Comissão de Trabalhadores da STCP reuniu com o Bloco de Esquerda no âmbito da preparação do debate parlamentar de urgência sobre política de transportes.
Foto 7beachbum/Flickr

A propósito do debate de urgência solicitado pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda para o proximo dia 11 de janeiro sobre política de transportes públicos, a coordenadora distrital do Porto e o deputado José Soeiro reuniram esta terça-feira com os trabalhadores da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP).

Em declarações aos jornalistas, José Soeiro lembrou que o Bloco sempre insistiu na reversão da privatização, na contratação de novos motoristas e na capacidade de responder à qualificação desta empresa. “É preciso continuar agora o investimento na contratação de motoristas, é preciso renovar a frota - existe algum atraso no contrato para aquisição de novas viaturas - e sabemos que a frota precisa também de ser renovada e perspetiva-se que sejam adquiridas algumas centenas de novos autocarros para o serviço poder ter uma resposta mais eficiente”. Com a reversão dos planos de privatização do anterior governo, existem 160 novos motoristas ao serviço, o que garante uma taxa de serviço de 96%, quando anteriormente chegou a estar à volta dos 80%.

Para o deputado bloquista, a política de mobilidade no Porto deve passar por “transportes públicos acessíveis, mais baratos, com critérios ambientais e qualidade do serviço público, garantindo que os operadores privados não vão penetrando cada vez mais na área de operação da STCP”.

Por seu lado, os trabalhadores não estão convencidos de que a municipalização da gestão seja uma boa resposta e dizem estar a ser postos de parte da discussão do novo modelo de gestão da empresa. “Nenhuma [das soluções – municipalização ou privatização -] é o ideal”, afirmou à agência Lusa Pedro Silva, da Comissão de Trabalhadores, acrescentando que existe o receio de que o novo modelo municipalizador “possa privilegiar os privados, em detrimento da STCP”. A melhor solução teria sido a manutenção da empresa “na esfera central”, concluiu.  

Desta reunião saíram um conjunto de preocupações com a rede da STCP e com a garantia de qualidade do serviço, nomeadamente através da fiscalização dos operadores privados na área de influência e atuação da STCP. Na próxima segunda-feira, o Bloco de Esquerda do Porto reunirá também com os trabalhadores da Metro do Porto para ouvir a análise dos trabalhadores quanto à qualificação do serviço prestado por esta empresa. Dia 11 de janeiro estas preocupações serão levadas a debate na Assembleia da República pela mão do Bloco.

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