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Spotify despede 1.500 trabalhadores

Depois de ter anunciado o regresso aos lucros no passado trimestre e o aumento do número de ouvintes, o gigante do streaming de música avançou para a terceira vaga de despedimentos do ano.
Telemóvel com a aplicação Spotify. Foto de Focal Foto/Flickr.
Telemóvel com a aplicação Spotify. Foto de Focal Foto/Flickr.

O ano tinha começado com 600 despedimentos no Spotify, a empresa de streaming de música. A meio, em junho, foram mais 200. Esta segunda-feira, a empresa anunciou a terceira e maior das vagas de despedimentos do ano. Desta feita serão 1.500 os trabalhadores que irão perder o seu emprego, o que corresponde a 17% do total da força de trabalho da empresa.

O Spotify enquadra-se assim na tendência de outros gigantes da tecnologia como a Amazon, que anunciou em meados de novembro que ia cortar “várias centenas” de empregos no departamento responsável pelo assistente virtual de voz Alexa, e no LinkedIn que, em meados de outubro tinha anunciado o corte de 668 postos de trabalho depois de em maio ter cortado 716.

Os últimos números divulgados pelo Spotify apontam para um lucro operacional no terceiro trimestre de 32 milhões de euros, sendo a primeira vez, desde 2021, que declarou lucro. Há uma nova estimativa de crescimento no atual trimestre para 37 milhões. Ao mesmo tempo, prevê chegar a 601 milhões de ouvintes neste último quarto do ano. Há três anos tinha 345 milhões.

Em carta enviada aos seus trabalhadores, o administrador executivo da empresa, Daniel Ek, justificou a medida pelo aumento de contratações em 2020 e 2021 (passando de perto de 3.000 em 2017 para 9.800 no final de 2022). Nessa altura, a empresa “aproveitou a oportunidade oferecida pelo custo de capital mais baixo e investiu significativamente na expansão da equipa, melhoria de conteúdo, marketing e novas verticais”, afirma.

Apesar de conceder que os despedimentos podem ser recebidos como uma “surpresa” dados os lucros, a “difícil decisão” foi tomada porque “agora estamos perante um ambiente muito diferente” sendo “a estrutura de custos ainda é demasiado elevada para atingir os nossos objetivos”.

À Reuters acrescentou que a empresa ultimamente lucrou, foi “mais produtiva, mas menos eficiente”. E não descartou “a possibilidade de fazer reduções menores ao longo de 2024 e 2025” para haver “redução de custos adicional”.

De acordo com o Spotify, os trabalhadores despedidos vão receber cerca de cinco meses de salário a título de indemnização, período no qual terão ainda direito a férias ou cobertura de seguro de saúde.

Termos relacionados Despedimento, Spotify, Internacional
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