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SOS Racismo: 25 anos a desconstruir preconceitos e a lutar pela igualdade

O SOS Racismo assinala o seu 25º aniversário com uma festa intitulada " 25 anos a Quebrar Tabús" e que terá lugar no próximo sábado, dia 12, na Crew Hassan, em Lisboa, a partir das 16 horas.

Entre os convidados contam-se, entre outros, Boos, Capicua, João Afonso e Maria Viana.

Ao longo destes 25 anos, o SOS Racismo levou a cabo várias ações de luta e sensibilização com vista a eliminar as desigualdades e descriminações que ainda estão presentes na sociedade portuguesa.

Desta forma, tem confrontado os poderes públicos para que sejam derrubadas todas as barreiras permitindo assim que todos aqueles que residem em Portugal possam participar ativamente na construção de um país mais justo e solidário.

O caminho percorrido ao longo destes anos tem-se centrado na luta contra as desigualdades e a prepotência exercida sobre os mais fracos. Desta forma, o SOS Racismo aposta na desconstrução de ideias feitas exigindo, por exemplo, que todos aqueles que vivem no nosso país tenham direito de voto em todos os atos eleitorais.

Da mesma modo, e porque não faz tábua raza dos direitos humanos que, muitas vezes, servem apenas para “decorar” os discuros oficias não tendo, por isso, aplicação na vida das pessoas, tem sistematicamente denunciado a violência da autoridades sobre cidadãos marginalizados.

Neste aspecto, cabe registar o seu envolvimento desde o primeiro momento na luta contra os guetos que se começaram a construir no quadro do PER (Plano Especial de Realojamento) e agora contra a desumanidade das demolições que têm acontecido um pouco por todo o lado para dar lugar à especulação imobiliária.

Os caminhos do SOS-Racismo não ignoram também a necessidade de combater os estereótipos presentes no setor da educação e também na imprensa e que impedem a construção de uma mentalidade capaz de superar vários tipos de constrangimentos nas relações sociais entre pessoas de etnias diferentes.

Além da denúncia

Muitos de nós já se confrontaram com atos que remetem para a marginalização de pessoas de etnia cigana, africana ou outra porque tudo o que é diferente assusta e por isso o distanciamento é a melhor atitude. E esta cultura de exclusão começa muitas vezes na família, prossegue no ensino e estrutura-se no emprego.

esta cultura de exclusão começa muitas vezes na família, prossegue no ensino e estrutura-se no emprego.

Por isso, esta associação "prosseguirá o seu combate contra a legislação que não coloque todos no mesmo patamar de igualdade, denunciando os conteúdos dos currículos escolares, quer das escolas, quer das universidades e estará ainda atenta a todas as formas de racismo, seja ele violento ou subtil, cultural ou institucional".

Para os dirgientes do SOS Racismo, o trabalho didático que têm realizado tem sido sistematicamente ignorado pelos orgãos de comunicação social. Mas porque esta é uma vertente essencial da sua ação, irão continuar a produzir fichas didáticas ou livros de jogos interculturais para continuarem a realizar trabalhos com a comunidade escolar.

“Os estudos que elaborámos ou que ajudámos a fazer a nível nacional e internacional, bem como aqueles que já editámos sobre a imigração e a comunidade cigana ou sobre a situação da mulher nas comunidades e a nossa participação na elaboração de relatórios sobre a situação da discriminação racial ou sobre violência praticada são e continuarão a ser fundamentais na nossa actividade", afirmam os seus dirigentes.

O ex-presidente sul-africano, Nelson Mandela afirmou um dia que" o racismo, as desigualdades e a pobreza não são naturais, devendo por isso merecer a nossa repulsa e combate".

Nesta linha, os 25 anos do SOS Racismo são um marco importante num caminho que terá seguramente outros momentos de celebração.

Festa "25 anos a Quebrar tabús". Ver evento no Facebook
*https://www.facebook.com/events/1007921365920369/

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