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Soflusa e Transtejo em greve em junho

Os trabalhadores da Transtejo estão em greve nos dias 11 e 12. Os da Soflusa na tarde de 12 e no dia seguinte. Estão contra os aumentos de 0,9% quando a inflação está acima de 7%, exigem melhores condições de trabalho e a contratação de trabalhadores. Por falta de pessoal, desde fevereiro já se suprimiram 900 carreiras.
Foto de Paulete Matos.
Foto de Paulete Matos.

Primeiro foram os trabalhadores da Transtejo a marcar, em plenário, uma greve para os dias 11 e 12 de junho. No dia seguinte, igualmente em plenário, os trabalhadores da Soflusa decidiram também convocar greve neste caso para 12 e 13 do mesmo mês.

Segundo a Fectrans, os trabalhadores de ambas as empresas queixam-se de propostas baixas de aumento salarial. Na Transtejo exige-se “reposição do poder de compra e a valorização dos salários” depois de uma proposta de aumentos “sob orientações do governo” de 0,9% que contrasta com o “aumento brutal do custo de vida, situando-se a inflação nos 7,2%”.

Na Soflusa, a jornada de luta começará 12 de junho, a partir das 15 horas para ir até ao dia seguinte. A necessidade de “melhores condições de trabalho” está em cima da mesa mas a reivindicação central é a exigência de melhores aumentos salariais. Também aí a proposta de aumentos é de 0,9%. As duas empresas são diferentes mas a administração é a mesma.

À Lusa, o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Fluviais, Carlos Costa, explicou que a estas exigências acresce a necessidade contratação de mais trabalhadores. Só a Soflusa “precisa de 13 maquinistas para completar as 34 tripulações que tem porque só tem 11 maquinistas neste momento”. Cada uma é composta por um maquinista, um mestre e dois marinheiros e, informa o sindicalista, desde fevereiro, a falta de trabalhadores nesta empresa “já à supressão de 900 carreiras, numa média de 20 por dia”.

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