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“Só um Bloco com mais força garante as alterações que repõem o salário”

Catarina Martins falou em Aveiro sobre o combate à precariedade e a passagem de 30 mil trabalhadores a efetivos pelo PREVPAP, defendeu que o “trabalho temporário e o falso outsourcing têm de acabar”, que é preciso proteger quem tem trabalho por turnos e trabalho noturno e reafirmou: “queremos acabar com todos os cortes da troika”.
Jantar-comício do Bloco de Esquerda em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro - Foto de Paula Nunes
Jantar-comício do Bloco de Esquerda em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro - Foto de Paula Nunes

No jantar comício do Bloco de Esquerda, que se realizou na noite desta segunda-feira em Santa Maria da Feira no distrito de Aveiro, intervieram Nelson Peralta, Moisés Ferreira e Catarina Martins.

A coordenadora do Bloco de Esquerda começou por assinalar que esta iniciativa era “o maior jantar de sempre do Bloco no distrito de Aveiro” e falou das ações do partido, nesta segunda-feira, lembrando sobretudo a excelente receção que a caravana bloquista teve em todos os contactos com as pessoas.

“Recebi agoram mesmo uma mensagem a dizer: ‘comecei a trabalhar criança e a 9 de janeiro vou ter direito à minha pensão por inteiro, obrigado’”, contou Catarina Martins, realçando os apelos das pessoas nas ruas, ao longo do dia: “Não se esqueça de quem tem a vida difícil. Não se esqueça de quem tem a pensão tão baixa, de quem precisa de um emprego, do salário que não chega ao fim do mês. E nós não nos esquecemos em nenhum dia”, sublinhou a dirigente bloquista.

Trabalho temporário e falso outsourcing têm de acabar!”

Catarina Martins concentrou depois a sua intervenção na legislação do trabalho.

“Entra amanhã em vigor a nova legislação do trabalho”, começou por salientar, lembrando que Bloco de Esquerda, PCP e PEV pediram ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva das alterações ao Código de Trabalho. A coordenadora bloquista criticou a alteração que permite a duplicação do período experimental para os jovens ou os desempregados de longa duração, “como se estes tivessem uma cidadania de segunda”, e também “os contratos de muito curta duração, que se espalham por todos os setores da economia”.

Destacou depois o combate à precariedade que foi feito nos últimos quatro anos, lembrando que o PREVPAP permitiu integrar 30 mil pessoas. “Comemoramos cada uma que se vinculou e lembramos cada uma que está por vincular”, realçou, reafirmando que é preciso combater também a precariedade no privado, nomeadamente o trabalho temporário e o falso outsourcing.

“O trabalho temporário e o falso outsourcing têm de acabar”, afirmou Catarina Martins, sublinhando que “os trabalhadores não são descartáveis” e frisando que “quem trabalha numa empresa, num posto de trabalho permanente, tem de ter um contrato de trabalho efetivo com direitos efetivos”. “Não aceitamos que na mesma empresa haja trabalhadores com direitos diferentes”, disse, considerando que “o outsourcing e o trabalho temporário são uma chantagem para puxar os direitos dos trabalhadores para baixo”.

“A prioridade do Bloco de Esquerda é combater a precariedade e combater o trabalho temporário e o falso outsourcing que têm vindo a ser o offshore laboral neste país”, sublinhou também Catarina Martins.

Proteger quem tem trabalho por turnos e trabalho noturno”

A coordenadora do Bloco de Esquerda recordou então que há 700 mil pessoas em trabalho por turnos ou no trabalho noturno, denunciando que “está a existir laboração contínua onde não é preciso”. “Há que restringir o uso da laboração contínua”, devendo os trabalhadores serem ouvidos e terem uma palavra sobre a decisão, disse.

“Quando há trabalho por turnos e trabalho noturno, nos setores onde terá de existir, temos de garantir os direitos da saúde, da vida familiar, de uma vida plena a estes trabalhadores, com descanso devido, com mais dias de férias e com reforma antecipada”, sublinhou.

“Proteger quem tem trabalho por turnos e trabalho noturno é uma grande batalha para o Bloco de Esquerda”, reafirmou.

Queremos acabar com todos os cortes da troika”

Catarina Martins não esqueceu também que “há cortes que a troika fez a quem vive do seu trabalho” e que ainda não foram repostos. “António Costa esqueceu-se que há tempo e dinheiro que foram tirados pelo governo PSD e CDS e ainda não foram repostos”, criticou, recordando que “não eram apenas 4 feriados”, que “foram também três dias de férias, a compensação por despedimento e as horas extraordinárias cortadas para metade”.

“Queremos acabar com todos os cortes da troika”, sublinhou, apontando que “quando no país a economia cresce mais do que os salários, precisamos mesmo de mexer na lei do trabalho”.

“Só um Bloco com mais força garante as alterações que repõem o salário e e repõem o descanso a quem trabalha neste país”, frisou Catarina Martins.

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