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SNS: “só palavras de agradecimento não chegam, são precisos atos”

Em reação à mensagem de Natal do Primeiro-Ministro, Moisés Ferreira destacou a necessidade de valorizar os profissionais do Serviço Nacional de Saúde e de investir em mais meios em vez de se proclamar apenas que não se vai “regatear esforços”.

Na noite desta sexta-feira, antes de reagir à mensagem de Natal do Primeiro-Ministro, Moisés Ferreira começou por enviar uma “palavra de solidariedade” às populações afetadas da Madeira pelo mau tempo “que está a fustigar parte da ilha” e por agradecer “a todos os profissionais que neste dia estão a trabalhar”, muitos dos quais foram os mesmos que “garantiram que o país não parasse” durante os períodos mais críticos da pandemia.

Sobre aquilo que António Costa disse ao país, o deputado bloquista defendeu que “só palavras não chegam”. Para ele, estas “têm de ter uma tradução em atos” e “ser consequentes” ou então a declaração política será “completamente insuficiente”. Do seu ponto de vista, isto passa por exemplo por ter um prémio que abranja todos os profissionais do Serviço Nacional de Saúde, por reconhecer e valorizar as carreiras e pela contratação “permanente e imediata de todos os profissionais que continuam precários no Serviço Nacional de Saúde”.

O mesmo tom utilizou o dirigente bloquista para comentar a questão da vacinação, “um processo longo” porque “vai demorar muitos meses até que toda a população esteja vacinada”. Durante esse tempo, o Serviço Nacional de Saúde vai enfrentar, simultaneamente, os desafios de “vacinar a população inteira”, “responder à Covid porque ela vai continuar a existir” e “responder a todas as situações não-Covid, a toda a atividade programada, a todas as outras doenças”. Daí que também só os anúncios de que vai começar uma vacinação não bastem: “é preciso também dizer que se vai contratar mais profissionais” para o SNS, que se vai garantir que este tenha os meios para responder a estes desafio. Sobre isso, reiterou, o Primeiro-Ministro “não anunciou nada”, “não disse nada sobre o reforço do Serviço Nacional de Saúde.

Moisés Ferreira comentou ainda a frase de António Costa de que “não regateará esforços” para ultrapassar a crise sanitária, económica, social. O deputado acredita, pelo contrário, que o governo “tem regateado esses esforços” porque “há efetivamente apoios que continuam a não chegar a quem precisa desses apoios”. E deu o exemplo dos profissionais a recibos verdes “que estão há meses sem nenhum rendimento, à espera de resposta da Segurança Social para aceder a apoio e não têm durante estes meses apoio nenhum”.

O dirigente bloquista insistiu que “depois de anunciar que não regateará nenhum tipo de esforços”, não se deveria continuar a “insistir nos mesmos erros”, nomeadamente de de ter apoios que não chegam às empresas e às pessoas e de continuar a não investir aquilo que é preciso no Serviço Nacional de Saúde”. Tem de haver “consequência” e têm de haver “medidas concretas”, reforçou.

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