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SNS precisa de mais profissionais para responder à covid-19

Na primeira metade do ano, os profissionais do Serviço Nacional de Saúde realizaram mais de oito milhões de horas extraordinárias. Para Catarina Martins, é necessário “vincular quem foi contratado temporariamente” e contratar mais profissionais para responder à pandemia e garantir todos os serviços.
Catarina Martins e Moisés Ferreira na ARS Norte. Foto esquerda.net
Catarina Martins e Moisés Ferreira na ARS Norte. Foto esquerda.net

Catarina Martins e Moisés Ferreira reuniram esta quarta-feira com a Administração Regional de Saúde do Norte, no que foi a primeira reunião presencial com entidades de saúde, “por duas razões”, explica. “A região Norte foi a primeira a sofrer o impacto da pandemia e muitos dos procedimentos que foram depois alargados ao país”, com a ARS Norte a “assumir um papel importante e que nos permite avaliar o que correu bem e o que se pode melhorar”.

Depois, Catarina Martins relembra que “esta não é uma corrida de cem metros. É uma maratona. A pandemia não desaparece ao fim de dois ou três meses”. Por isso, diz, a preocupação é que o “Serviço Nacional de Saúde tenha a capacidade para dar uma resposta prolongada à Covid-19 ao mesmo tempo que responde a tudo o resto que continua a precisar de resposta na Saúde”.

Segundo dados publicados horas antes pelo Jornal de Notícias, nos primeiros seis meses do ano “os profissionais de saúde fizeram mais de um milhão de horas extraordinárias” do que em 2019, num total de oito milhões de horas extraordinárias. “Têm sido incansáveis e não os podemos dispensar”, relembra Catarina Martins. E se o governo “fez bem” em avançar com os incentivos para o trabalho extraordinário, o aumento provocado pela pandemia confirma que “os incentivos não chegam. É necessário contratar mais profissionais”.

Para o Bloco, “é essencial fazer duas coisas. Vincular os profissionais contratados temporariamente para responder à Covid-19. Queremos que estes profissionais tenham a estabilidade de saber que vão ficar no SNS, senão corremos o risco de irem embora”. Em segundo lugar, é necessário “contratar mais gente. Só com mais recursos é que vai ser possível ao SNS continuar a responder a uma pandemia que se vai prolongar no tempo”, concluiu.

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