SNS: Farmacêuticos vão estar quatro dias de greve

10 de October 2022 - 17:44

Os farmacêuticos do Serviço Nacional de Saúde vão estar em greve nos dias 25 e 26 de outubro e 15 e 16 de novembro. Lutam pela atualização das grelhas salariais, contagem integral do tempo de serviço no SNS para a progressão na carreira e pelo ingresso na carreira dos trabalhadores precários.

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Farmacêuticos do SNS vão estar quatro dias de greve. Foto IPO Lisboa

O Sindicato Nacional dos Farmacêuticos entregou um pré-aviso de greve, abrangendo todos os serviços de saúde dependentes dos ministérios da Saúde, Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e Defesa Nacional, no continente bem como nos Açores e na Madeira. Estão em causa quatro dias de greve, designadamente 25 e 26 de outubro e 15 e 16 de novembro. 

Em declarações à agência Lusa, presidente do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos, Henrique Reguengo, referiu que os profissionais de farmácia no SNS são “insuficientes para o que é necessário” o que faz com que as pessoas “estejam sobrecarregadas de trabalho”.

“Não existe Serviço Nacional de Saúde sem uma atividade farmacêutica bem estruturada e capaz, seja na farmácia hospitalar, nas análises clínicas e na genética, que são as três especialidades que os farmacêuticos têm no SNS, mas para isso nós precisamos de atrair os melhores de nós. E, com este panorama, claramente isso não vai acontecer”, referiu o sindicalista. 

“Desde 2008 a 2022, enquanto outros profissionais de saúde viram as suas tabelas remuneratórias revistas e atualizadas, nós ficámos ali presos à neutralidade orçamental que nos foi exigida para podermos implementar a nova carreira” referiu Henrique Reguengo, lembrando que “quando se fez a migração de todos os profissionais que estavam em condições de migrar para a carreira farmacêutica, 80% foram colocados na base da carreira”. Por este motivo, há profissionais com décadas de experiência que estão a receber o mesmo e estão colocados “na mesma categoria que pessoas que entram agora para o SNS ou que estão há dois ou três anos” concluiu. 

Neste greve, os farmacêuticos lutam pela revisão e atualização das grelhas salariais e pela contagem integral do tempo de serviço no SNS para a progressão na carreira bem como pela vinculação efetiva dos farmacêuticos a exercer no SNS com contratos precários e a adequação do número de profissionais às reais necessidades e complexidade das atividades desenvolvidas.