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SNS é a maior conquista da democracia em Portugal

Para Marisa Matias o Serviço Nacional de Saúde é um direitos constitucionais que mais tem sido atacado nos últimos tempos, e muito devido à conivência de Cavaco Silva, que “não está a fazer o seu papel”.
Foto de Paulete Matos

Em declarações aos jornalistas, após uma visita ao Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, Marisa Matias denunciou os ataques sistemáticos ao SNS, e afirmou que “não é admissível que nos últimos anos, no IPO, se tenha cortado 50 profissionais a cada ano que passou”.

Para Marisa Matias, o Serviço Nacional de Saúde é um dos “pilares fundamentais da nossa democracia” e um dos direitos constitucionais “que mais consagrado deveria estar e não está”, porque o Presidente da República não está a fazer o seu papel de garantir o regular funcionamento das instituições. Lembrou que “assistimos a uma trajetória de subfinanciamento” do SNS, que não só não o tornou mais barato para os contribuintes, como nos faz pagar “uma fatura cada vez mais elevada”, além de ter levado a uma redução de recursos que afeta profissionais e doentes. “É de vidas que estamos a falar”, frisou.

A candidata presidencial defendeu que é preciso afastar o SNS dos negócios e dos cortes cegos da austeridade, tendo mais uma vez lembrado os “3 mil milhões de euros que foram para o BANIF num dia", o mesmo “montante de cortes que nós tivemos no SNS”, e as transferências “para o setor privado de muitas das competências que deveriam estar no setor público”.

Assim, para Marisa Matias, o Presidente Cavaco Silva foi conivente nestes ataques ao SNS porque ao escolher "defender esses interesses e ajudar a que grande parte do dinheiro dos contribuintes fosse enterrado para salvaguardar os interesses económicos, retirou uma importante fatia aquilo que seria a nossa convivência na democracia".

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