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“Sistema financeiro é um instrumento de soberania que não pode ser alienado”

Para Mariana Mortágua, “é tempo de compreendermos que o sistema financeiro é um bem público, é um instrumento de política económica, de desenvolvimento e crescimento económico, que não pode ser alienado nem a capital angolano, nem a capital espanhol”.

“É sabido que a banca portuguesa é das menos capitalizadas da Europa e que está sentada em cima de biliões de ativos altamente desvalorizados. E toda a gente sabe que é apenas uma questão de tempo até que o problema que o CDS e o PSD não quiserem resolver nos rebente nas mãos”, afirmou a deputada bloquista durante o debate plenário que teve lugar esta terça feira.

“Também é verdade que a direita não tem uma solução para o sistema bancário que não seja mais do mesmo, e o mesmo é deixar os negócios privados funcionar e entregar o nosso sistema financeiro ao capital estrangeiro, seja esse capital espanhol ou seja esse capital angolano”, acrescentou Mariana Mortágua.

A dirigente do Bloco sublinhou, contudo, que “também é preciso dizer que não é só a direita”.

“Temos visto vezes demais gente do bloco central sentada nas administrações de bancos portugueses e angolanos, gente do PSD e do PS, e, por isso, não se pense que o problema da espanholização da banca se resolve não fazendo nada e deixando o mercado funcionar ou entregando a banca portuguesa à família do poder angolano", afirmou.

Sublinhando que "as notícias que saíram nos últimos dias são preocupantes”, Mariana Mortágua defendeu que “em vez de procurar um equilíbrio entre o capital angolano e o capital espanhol, o Governo de Portugal tem de encontrar um equilíbrio e uma resposta para a estabilidade do sistema financeiro português e para garantir que temos o controlo estratégico do sistema financeiro".

“É tempo de compreendermos que o sistema financeiro é um bem público, é um instrumento de política económica, de desenvolvimento e crescimento económico. É um instrumento de soberania que não pode ser alienado nem a capital angolano, nem a capital espanhol”, vincou.

Segundo a deputada bloquista, “PSD não tem resposta para este problema, já se rendeu à ideia de Portugal ser uma colónia financeira completamente dependente seja dos interesses de Espanha ou dos interesses da família de José Eduardo dos Santos”.

“Com este modelo, sem controlo público da banca que os contribuintes portugueses já pagaram muito cara, nunca seremos capazes de recuperar da crise e ter uma política económica e de desenvolvimento que se veja”, rematou Mariana Mortágua.

Mariana Mortágua: "Sistema financeiro é um instrumento de soberania que não pode ser alienado"

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