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Síria: guerra já matou mais de 270 mil pessoas

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), a guerra na Síria já matou mais de 270 mil pessoas tendo ainda obrigado à fuga do país de cerca de metade da sua população.
Antes da guerra, a Síria tinha 23 milhões de habitantes e, neste momento, 13,5 milhões foram afetadas ou deslocadas pela guerra, segundo dados da ONU.

O conflito sírio que teve início em Março de 2011 já provocou a morte a 271.138 pessoas. Entre os mortos 79.106 são civis, que incluem 13.500 crianças e 8.760 mulheres, de acordo com um balanço divulgado em fevereiro pelo OSDH.

Estes números não incluem os milhares de desaparecidos, dos opositores que estão nas prisões do regime e também de vários membros das forças leais a Assad e que foram presos pelos rebeldes e também pelos vários grupos de "jihadistas”, como, por exemplo, o Estado Islâmico (EI).

Num relatório divulgado no final do mês passado, investigadores da ONU referiram que milhares de pessoas detidas pelas diversas forças em confronto foram mortas e acusaram o regime de Assad de  "extermínio” de prisioneiros.

Refira-se que antes da guerra, a Síria tinha 23 milhões de habitantes e, neste momento, 13,5 milhões foram afetadas ou deslocadas pela guerra, segundo dados da ONU.

Para a ONG Save the Children há pelo menos 250 mil crianças que vivem em estado de cerco em zonas que "se tornaram verdadeiras prisões a céu aberto”.

O Alto-Comissário para os Direitos Humanos da ONU afirma que mais de 450 mil pessoas estão atualmente sitiadas em território sírio

O Alto-Comissário para os Direitos Humanos da ONU afirma que mais de 450 mil pessoas estão atualmente sitiadas em território sírio.

O conflito levou já à destruição de 177 hospitais e à morte de cerca de 700 trabalhadores da saúde.

A devastação provocada pela guerra obrigou 4,7 milhões de pessoas a fugirem do país, o que para o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) constitui “ a maior população de refugiados de um único conflito numa geração”.

Os números não deixam de impressionar pelo que há também o registo do número de refugiados que na Turquia se situa entre os 2 e os 2,5 milhões de pessoas e o Líbano tem, segundo fontes oficiais, 1,2 milhões sendo que destes mais de dois terços vivem num estado de “pobreza absoluta”. Na Jordânia, o ACNUR tem registadas cerca de 630 mil, embora as autoridades locais estimem que este número se situa acima de um milhão. No Iraque há 255 mil sírios enquanto no Egito estão 137 mil.

A situação dramática das crianças

Entretanto, um relatório da organização Save The Clildren, refere que 250 mil crianças ainda estão a viver na Síria sendo afetadas por explosões e pela falta de alimentos.

Um relatório desta organização indica que os familiares têm de lidar com o impacto psicológico que as crianças sofrem por causa das explosões, falta de alimentos, medicamentos básicos e falta de água potável.

As crianças dizem que vivem com “ medo constante” e os pais referiram que o seu carácter mudou pelo que agora são mais “ retraídas, agressivas e depressivas”.

As crianças dizem que vivem com “ medo constante” e os pais referiram que o seu carácter mudou pelo que agora são mais “ retraídas, agressivas e depressivas”.

Em todos as comunidades analisadas há relatos da morte de diversas crianças por causa da falta de medicamentos e de acesso a serviços de saúde.

No relatório, a Save The Chlidren refere ainda que o número de refeições diárias diminuiu, havendo casos de morte de crianças devido à fome e má nutrição.

Esta organização alerta ainda para o facto de, apesar de ter aumentado a ajuda às zonas sitiadas, só entra no território uma “pequena parte da ajuda necessária, pelo que "as crianças pagam o preço da inação do mundo”, observa Misty Buswell, daquela organização.

Sublinhe-se que para a realização do estudo, a Save The Children entrevistou mais de 125 mães, pais e crianças separadas em 22 grupos.

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