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Sindicatos falam em “início da reversão” da destruição da ferrovia

O governo anunciou mais investimento, contratações e a integração da EMEF na CP. Para a Fectrans, as medidas são positivas mas têm de ser implementadas com rapidez.
Oficina da EMEF em Contumil. Foto Paula Nunes.

O Conselho de Ministros anunciou esta quinta-feira um plano de investimento para a CP e a EMEF até 2022. Ele inclui um investimento plurianual de 45 milhões de euros, dos quais nove milhões a executar ainda este ano, destinado à «recuperação do material circulante que foi sendo encostado desde há vários anos, e que devidamente recuperado pode ser injetado no serviço ferroviário», afirmou o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos.

Foi também anunciada a contratação imediata de 120 trabalhadores para a CP e mais 67 para a EMEF, bem como a possibilidade de contratação automática para suprir saídas de trabalhadores a partir de julho. A EMEF, empresa responsável pela manutenção do equipamento ferroviário, será integrada ainda este ano na CP a está prevista a reabertura da sua oficina de Guifões.

Para a federação sindical Fectrans, afeta à CGTP, estas são medidas positivas. Mas “agora é preciso que as mesmas se concretizem e que, finalmente, possamos estar no inicio da reversão do processo de destruição da ferrovia”, diz o comunicado publicado esta quinta-feira.

“Estamos habituados a que, muitas vezes, entre o anúncio e a concretização das coisas há muitas forças que se movimentam, e os que têm defendido estas medidas de destruição não vão ficar parados”, alertou José Manuel Oliveira, coordenador da Fectrans, à agência Lusa.

“Estamos a repor cerca de 10% do que foi reduzido em 10 anos, mas comparativamente aos quatro ou cinco anos anteriores, em que só foram admitidos trabalhadores em caso de extrema gravidade, não deixa de ser importante”, concluiu o dirigente sindical.

A integração da EMEF na CP é uma reivindicação antiga dos trabalhadores, que consideram a medida “como fundamental para garantir o material circulante que a CP necessita e que as oficinas funcionem sob o interesse e necessidade desta empresa”.  

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