Sindicato dos Jornalistas solidário com precários da Lusa

16 de March 2019 - 19:27

Em comunicado, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) recorda que “os 25 jornalistas que trabalham para a agência Lusa obtiveram parecer positivo da CAB da Cultura para a integração nos quadros da empresa em novembro de 2018 e, desde então, aguardam a efetivação dessa decisão".

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Foto de Inácio Rosa, Lusa.

Na missiva, citada pela agência Lusa, o SJ assinala que, após ter sido alertado para a situação pela Comissão de Trabalhadores da Lusa e pelos próprios trabalhadores visados, já exigiu esclarecimentos à Comissão de Avaliação Bipartida (CAB) da Cultura e aos Ministérios da Cultura e do Trabalho.

O SJ lembra refere também o caso dos trabalhadores que tiveram parecer inicial negativo da CAB da Cultura e que, tendo recorrido da decisão, ainda se encontram a aguardar o desfecho do processo.

Os 25 jornalistas exigiram na sexta-feira explicações ao Governo sobre a “demora inaceitável e inexplicável” no processo de homologação dos processos com parecer positivo da CAB, lembrando que a ministra da Cultura, com a tutela da Comunicação Social, disse em dezembro que o processo deveria ficar concluído no primeiro trimestre deste ano.

Os trabalhadores avançam que tomaram conhecimento de que o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social “alegadamente considera que cerca de metade dos 25 pareceres positivos não foram devidamente fundamentados pela CAB”.

“Todas as dúvidas que têm sido levantadas e os avanços e recuos no processo têm gerado incertezas e preocupações”, escrevem os jornalistas, que exigem celeridade na homologação dos pareceres positivos por parte do Governo, por forma a que integração no quadro de pessoal da Lusa “seja concretizada o mais rápido possível”.

Os 25 jornalistas que obtiveram parecer positivo da CAB da Cultura para integração nos quadros da empresa em novembro de 2018 já pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro, ao ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e à presidente da CAB da Cultura. Enviaram ainda cartas aos ministérios da Cultura e das Finanças, ao presidente da Assembleia da República, aos grupos parlamentares, à Provedoria de Justiça, à Comissão de Trabalhadores e ao Conselho de Redação da Lusa e ao Sindicato dos Jornalistas.