“O Sindicato dos Jornalistas (SJ) está solidário com a Greve Internacional Feminista, marcada para o próximo Dia das Mulheres, e apoia as reivindicações do Manifesto da Rede 8 de Março”, anuncia em comunicado.
Lembrando o inquérito realizado pelo ISCTE para o último Congresso de 2017, que revela que as mulheres constituem cerca de metade do total de jornalistas em Portugal, têm níveis de formação superiores e trabalham mais horas do que os jornalistas homens, o Sindicato aponta que na sua profissão “as mulheres ganham aproximadamente menos 80 euros líquidos por mês do que os homens”, o que corresponde basicamente a um mês de salário a menos no fim do ano.
A desigualdade salarial não é um fenómeno português, pelo que o Sindicato anuncia ainda que se associou “à campanha lançada pela Federação Internacional de Jornalistas, a propósito do 8 de Março, focada na falta de mulheres na comunicação social, particularmente em determinadas funções, e na sua maior exposição à discriminação salarial e à insegurança laboral”.
“As e os jornalistas não podem ficar indiferentes à desigualdade de direitos entre mulheres e homens”, sublinha o SJ, que vai criar um grupo de trabalho “com a função exclusiva de avaliar a (des)igualdade no setor da comunicação social e de, face ao que apurar, propor formas de intervenção futuras”.