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Sindicato denuncia política salarial do Grupo Auchan

Os trabalhadores do Grupo Auchan estão sujeitos a uma política salarial injusta, denuncia o sindicato. Entre as reivindicações para 2020 constam aumentos salariais, horários humanizados que permitam a conciliação da vida profissional, familiar e pessoal e o encerramento das lojas aos domingos e feriados.
Sindicato denuncia política salarial do Grupo Auchan
Foto de Pierro/Flickr.

A política salarial do Grupo Auchan não respeita os princípios da igualdade, equidade e justiça e não valoriza quem, ao longo dos anos, tem dado o seu melhor em termos de dedicação e profissionalismo. A acusação é feita pelo CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços num comunicado que aborda as exigências do Caderno Reivindicativo dos trabalhadores do Grupo Auchan para 2020.

O sindicato considera que o Grupo Auchan reúne todas as condições que lhe permitem melhorar as condições de trabalho e vida dos seus trabalhadores, mas que mesmo assim “há uma clara estagnação salarial e uma efectiva desvalorização dos trabalhadores com mais anos de trabalho”.

No comunicado citado pela CGTP, lê-se que entre as reivindicações constam o aumento salarial de 90€, “garantindo uma carreira profissional a todos que valorize salarialmente a qualificação profissional, a aprendizagem e a antiguidade de todos os trabalhadores”, o aumento do subsídio de refeição em 1€ por dia e a redução progressiva da carga horária semanal máxima para 35 horas, “passando já em Janeiro de 2020, para as 39 horas”.

Os trabalhadores exigem também o ajustamento do número de trabalhadores face às reais necessidades das lojas Auchan e a contratação de mais funcionários onde necessário, a reposição imediata do direito ao complemento do subsídio de doença, o encerramento das lojas aos domingos e feriados e horários que permitam a conciliação da vida profissionais, familiar e pessoal.

Ainda em termos salariais, o sindicato propõe que a partir de 2020 “nenhum trabalhador receba abaixo de 700€ como salário de entrada na empresa, para os trabalhadores de 2ª o salário de 730€, e para os trabalhadores de 1ª o salário de 760€, e que nenhum trabalhador especializado receba abaixo de 790€”.

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