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Sem reuniões no Infarmed, dados da pandemia devem ser entregues ao Parlamento

Terminadas as reuniões no Infarmed entre peritos e representantes políticos sobre a situação da pandemia de covid-19, o Bloco de Esquerda apresenta um requerimento para que os dados sanitários sejam enviados ao Parlamento.
O deputado Moisés Ferreira em declarações à comunicação social após uma das reuniões no Infarmed.
O deputado Moisés Ferreira em declarações à comunicação social após uma das reuniões no Infarmed. Fotografia de Tiago Petinga/Lusa.

De forma a garantir que o fim das reuniões nas quais os peritos de saúde punham representantes políticos a par da evolução da pandemia de covid-19 não se traduz numa diminuição da informação disponível e da transparência das decisões tomadas, o Bloco de Esquerda entregou no Parlamento um requerimento para que estes dados científicos sejam aí apresentados pelos especialistas. 

Em declarações feitas no Fórum TSF, Moisés Ferreira, deputado bloquista, explica que aquelas reuniões no Infarmed eram “importantes”, pois a “interpretação mais fina” do cenário em matéria de saúde pública permitia que as decisões tomadas pelos decisores políticos fossem mais esclarecidas. Nestas reuniões eram apresentados e analisados os dados da evolução da pandemia de covid-19 em Portugal, projeções futuras e comparações com outros países.

“Consideramos que o tratamento da informação e caracterização são importantes e devem continuar, independentemente do formato, por isso o Bloco hoje apresentará um requerimento à Comissão de Saúde para que estas informações que sejam dadas e tratadas à Assembleia da República”, explicou o deputado que também é membro da Comissão de Saúde. 

Moisés salienta que é preciso ir avaliando dinâmicas, identificando e caracterizando os casos até do ponto de vista das condições socioeconómicas, perceber “nos números diários quem são as pessoas atrás desses números”, para que as medidas não sejam “meros tiros no escuro”.

As reuniões no Infarmed começaram ainda no período do Estado de Emergência e terminaram agora por decisão articulada entre o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, e o Primeiro-ministro António Costa, após sugestão de Rui Rio. 

Segundo o jornal Expresso, o fim destas reuniões não era do acordo de todos os seus participantes. Além disso, a informação transmitida por Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas à saída da reunião não fora partilhada durante a mesma. 

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