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Segurança Social: trabalhadores em greve por falta de condições de trabalho

Os trabalhadores da Segurança Social de Vila Franca de Xira iniciaram esta manhã uma greve para alertarem para a falta de condições das instalações, que associam ao aparecimento de doenças oncológicas.
Os trabalhadores da Segurança Social de Vila Franca de Xira defendem o encerramento definitivo das instalações. Foto de Paulete Matos.

O protesto foi convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais e teve como objetivo alertar para a existência de amianto nas instalações e para a falta de condições de trabalho, exigindo a transferência destes serviços para outro edifício.

Refira-se que entre os 41 trabalhadores deste serviço, estão diagnosticados 18 casos de doenças, algumas do foro oncológico e respiratório.

entre os 41 trabalhadores deste serviço, estão diagnosticados 18 casos de doenças, algumas do foro oncológico e respiratório.

Numa informação enviada por escrito à agência Lusa, fonte do Instituto da Segurança Social (ISS) considera que "só se justificará a transferência de instalações caso a análise do Instituto Ricardo Jorge à existência de amianto no local e à qualidade do ar, assim como as intervenções pensadas para o local, se mostrem infrutíferas na superação dos problemas que atualmente subsistem".

A nota refere ainda que foi requerido ao Instituto Ricardo Jorge a "avaliação da tipologia e perigosidade do amianto existente no local", sendo que a recolha e a análise estarão concluídas "no período máximo de 45 dias".

O ISS faz notar que vão ser adjudicadas obras para a reparação das unidades de tratamento de ar, assim como a pintura de paredes, substituição de tetos falsos e reparação de partes degradadas do chão.

A resposta do ISS não foi, no entanto, do agrado dos funcionários, que defendem que as instalações "devem ser encerradas, independentemente de terem ou não amianto".

Desta forma, num plenário realizado esta manhã, os trabalhadores decidiram que vão voltar ao trabalho na quarta-feira, mas irão fazer paragens de uma hora até sexta-feira. Caso não obtenham uma resposta favorável, farão uma concentração no próximo dia 10 junto ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa.

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