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"Se o primeiro-ministro tivesse ouvido o Bloco, os seus lamentos não pareceriam lágrimas de crocodilo"

Pedro Filipe Soares comentou assim a intervenção onde o primeiro-ministro reconheceu o problema da desregulação do mercado de trabalho. O líder parlamentar relembrou que o Bloco, logo após as eleições, alertou para a urgência de combater a precariedade, defender o emprego e os rendimentos.
Pedro Filipe Soares no debate do Estado da Nação - 24 de julho de 2020
Pedro Filipe Soares no debate do Estado da Nação - 24 de julho de 2020

Se o que o Bloco tem sempre dito, que é essencial defender o emprego, tivesse sido cumprido e levado em conta, “os lamentos do primeiro-ministro e de António Costa e Silva já não pareceriam agora lágrimas de crocodilo”, afirmou o líder parlamentar bloquista.

Pedro Filipe Soares relembrou que o Bloco, logo após as eleições, alertou para a urgência de defender o emprego e os rendimentos, afirmando que o que vemos agora na precariedade laboral “podia e deveria ter sido evitado”.

O líder parlamentar bloquista recordou também que o Bloco, logo no início da pandemia, apresentou uma proposta para proibir os despedimentos que contou com o voto contra do PS, deixando a questão: “quando o Primeiro-Ministro fala de estabilidade, está disponível para um reforço da estabilidade das famílias?”

E a concluir, Pedro Filipe Soares questionou o primeiro-ministro se quando fala de reforço de estabilidade, “está disposto ao reforço da estabilidade das família”, à defesa do mundo do trabalho, dos direitos dos mais jovens, dos rendimentos de todos. E, se isso for assim, “qual das suas palavras é para levar a sério”, a afirmação de que é necessário mexer no mercado do trabalho ou “aquela que ainda pouco disse, que era impossível qualquer acordo nesse sentido”, questionou.

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