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Schäuble: Portugal não pode “perturbar os mercados financeiros”

Portugueses não se devem desviar do “rumo bem-sucedido que vinha sendo seguido", vincou o ministro das Finanças alemão. O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, reforçou a chantagem, sublinhando que o governo português tem de estar "preparado para fazer mais, se tal se revelar necessário".
Foto de EU Council Eurozone/flickr

Mais uma vez, Schäuble e Dijsselbloem deixam bem claro que os interesses dos mercados, a subjugação ao Tratado Orçamental e à austeridade permanente, se devem sobrepõr aos interesses de Portugal e aos direitos dos cidadãos e cidadãs.

Antes da reunião do Eurogrupo, que tem lugar esta quinta-feira em Bruxelas, Wolfgang Schäuble encorajou fortemente os “colegas portugueses a não se desviarem do rumo bem-sucedido que vinha sendo seguido", alertando que “os mercados já estão a ficar nervosos".

"Estamos atentos aos mercados financeiros e Portugal deve estar ciente de que pode perturbar os mercados financeiros se der impressão de que está a inverter o caminho que tem percorrido. O que será muito delicado e perigoso para Portugal", acrescentou o ministro das Finanças alemão, citado pela Bloomberg.

Por outro lado, Schäuble garantiu esta quarta-feira, em Paris, que não está preocupado com o Deutsche Bank, apesar de as ações do maior banco alemão terem derrapado 19% este ano, e de os investidores recearem que a instituição não tenha capacidade para pagar os cupões das obrigações com maior risco, em 2016 e 2017.

"Portugueses têm de preparar-se para mais medidas de austeridade"

Já Jeroen Dijsselbloem, salientou que o governo português tem de estar "preparado para fazer mais, se tal se revelar necessário". Para o presidente do Eurogrupo, a pressão dos mercados é "outra razão para [o governo] estar comprometido com a orientação das políticas económicas e as regras orçamentais europeias".

O primeiro-ministro português, afirmou, por sua vez, em Lisboa, que acredita que o Orçamento, conforme foi apresentado na Assembleia da República, "tem todas as condições para ser executado plenamente e garantir totalmente os seus objetivos".

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