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Sanções: Cancelamento de multa é “positivo”, falta “vencer a batalha”

Pedro Filipe Soares, em declaração sobre a decisão da CE de cancelar a multa a Portugal e Espanha, considera que é “um passo positivo” e lembra que “teremos em setembro um debate difícil”.
“Esta decisão é a derrota de todos aqueles que em Portugal e na Europa tudo fizeram para que o país fosse alvo de sanções", declarou Pedro Filipe Soares - Foto de Paulete Matos
“Esta decisão é a derrota de todos aqueles que em Portugal e na Europa tudo fizeram para que o país fosse alvo de sanções", declarou Pedro Filipe Soares - Foto de Paulete Matos

A Comissão Europeia (CE) decidiu, na sua reunião desta quarta-feira 27 de julho de 2016, cancelar a aplicação de multas a Portugal e Espanha por défice excessivo. O líder parlamentar do Bloco de Esquerda comentou a decisão da CE, em declaração à comunicação social na Assembleia da República, salientando três pontos.

“Esta decisão é a derrota de todos aqueles que em Portugal e na Europa tudo fizeram para que o país fosse alvo de sanções. E, por isso, este cancelamento é acima de tudo a derrota daqueles que estavam contra o país e contra o nosso povo”, começou por declarar Pedro Filipe Soares.

Em segundo lugar, o líder parlamentar bloquista salientou que vale a pena lutar por Portugal e que “porventura, se no passado tivesse existido uma atitude de defesa do nosso povo e do nosso país os resultados teriam sido diferentes”.

Em terceiro lugar, o dirigente bloquista reconheceu que “este é um passo positivo, mas que ainda falta vencermos a batalha”.

“Teremos em setembro um debate difícil sobre uma matéria essencial para a criação de emprego e para a economia que é a possibilidade de suspensão de fundos comunitários”, lembrou o deputado.

Esperando que haja “o mesmo afinco na defesa de Portugal”, Pedro Filipe Soares afirmou que o Bloco dá “toda a confiança” de que se baterá “para que não haja essa atribuição de qualquer suspensão daquilo que é essencial à nossa economia que são fundos para a criação de emprego e para a criação de riqueza”.

“Esta decisão de hoje só pode ser o prenúncio de uma decisão positiva em setembro para Portugal”, sublinhou ainda o líder parlamentar bloquista.

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