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Salário mínimo será 557 euros já em janeiro, “nada menos”

Em 2017, o salário mínimo nacional não ficará abaixo dos 557 euros, tal como decorre do acordo que os bloquistas firmaram com o PS, que prevê que o SMN suba no mínimo 5% ao ano até chegar aos 600 euros durante a legislatura.
Novo cartaz do Bloco de Esquerda sobre a evolução do salário mínimo nacional: 557 euros em 2017, nada menos.

Conforme lembrou o deputado bloquista José Soeiro em declarações ao jornal Público, este compromisso foi incorporado pelo Governo no seu programa, pelo que “o acordo [assinado com o Bloco] é o patamar mínimo” no que respeita ao aumento do SMN.
 

Aumento do salário mínimo é “condição básica da dignidade de quem trabalha”

Durante uma sessão pública sobre o Orçamento do Estado para 2017, em Braga, Catarina Martins sublinhou que “uma parte importante do acordo [com o PS] tem a ver com questões laborais que são relevantes para a recuperação de rendimentos, tais como combater a precariedade e aumentar o salário mínimo nacional”.

A coordenadora bloquista lembrou que “o salário mínimo nacional hoje vale menos do que valia em 1974” e que a sua subida "é um passo essencial para travar a pobreza em Portugal” e constitui uma “condição básica da dignidade de quem trabalha”.

 Aumento de salário mínimo para 557 euros tem oposição patronal

Em declarações aos jornalistas no final de uma audiência com o Presidente da República na segunda-feira, o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), António Saraiva, pôs em causa o acordo firmado entre PS e Bloco de Esquerda, contestando o ponto de partida definido, que aponta para um aumento do SMN de, pelo menos, 5% em 2017.

Reagindo à posição do representante da CIP, o dirigente bloquista José Soeiro afirmou perceber “que os patrões estejam incomodados com as medidas”, lembrando, contudo, que “é ao Parlamento e ao Governo que compete tomar estas decisões”. “A concertação social terá o seu papel, mas com o pressuposto de que o acordo PS-Bloco é o patamar mínimo” para o SMN, frisou.

Também o líder da UGT, Carlos Silva, instou o Governo a rever o acordo para o salário mínimo assinado com o Bloco.

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