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"Sair do procedimento por défice excessivo é importante para investir na economia e proteger as pessoas”

Mariana Mortágua reagiu ao anúncio da saída do procedimento por défice excessivo, afirmando que é importante para se conseguir "investir na economia" e "proteger as pessoas" vítimas da austeridade.
Mariana Mortágua no parlamento. Foto de José Sena Goulão/Lusa.
Mariana Mortágua no parlamento. Foto de José Sena Goulão/Lusa.

A Comissão Europeia recomendou hoje ao Ecofin, o Conselho de Ministros das Finanças da União Europeia, o encerramento do procedimento por défice excessivo, que estava a ser aplicado a Portugal desde 2009. "Sair do procedimento por défice excessivo é importante, mas é importante para ganharmos margem para investir na economia e para proteger as pessoas", reagiu Mariana Mortágua no parlamento. Em particular, é essencial agora "proteger aqueles e aquelas que foram mais atingidos" e "mais castigados" pelo governo PSD/CDS e pela imposição das regras europeias.

"Falamos dos trabalhadores pobres que não ganham o suficiente para poder viver com dignidade. Falamos dos serviços públicos, da saúde e da educação, tão atacados pela austeridade. Falamos dos 2,6 milhões de pessoas em risco de pobreza num país que tem 10 milhões de pessoas", enumerou a dirigente do Bloco, sublinhando que "essa é a prioridade do país".

As políticas da direita e as imposições europeias causaram “uma destruição da economia e de direitos que não era necessária e não era justificável. Vai demorar muito tempo até sermos capazes de investir e reinvestir para podermos construir aquilo que foi destruído, aprofundar os direitos, aprofundar os serviços públicos", prosseguiu.

Mariana acrescentou ainda que as reformas que continuam a ser pedidas pela Comissão Europeia significam "baixar salários, liberalizar regras de trabalho, austeridade, défices ainda menores, privatizações”. "É preciso perceber que, se o país está um pouco melhor hoje, é porque foi capaz, ainda que timidamente, de contrariar algumas dessas reformas", afirmou, sublinhando a necessidade de um "projeto alternativo à imposição de Bruxelas" para que Portugal possa crescer e “resolver os seus problemas financeiros", nomeadamente a dívida pública, que "não é resolvida com austeridade".

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