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Ryanair: sindicato critica “não atuação do governo” face às ilegalidades da empresa

SNPVAC orgulha-se da luta dos tripulantes, lamenta “ausência do PR” e considera “humilhante” que secretária do Estado do Turismo tenha ido a Dublin, em plena greve dos tripulantes, “‘vender’ destinos do nosso país ao desbarato a uma empresa que atropela a Constituição”.
Ryanair: sindicato critica “não atuação do governo” – Foto de Viaggio Routard/flickr
Ryanair: sindicato critica “não atuação do governo” – Foto de Viaggio Routard/flickr

No final da greve de cinco dias dos tripulantes da Ryanair, que teve uma adesão de cerca de 80%, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) divulgou um comunicado onde elogia os seus associados na empresa e critica o governo. Na sua página no facebook, o sindicato questiona “Muda Portugal ou muda a Ryanair?” e alerta que o fecho da base de Faro “pode causar centenas de despedimentos”.

“Orgulhamo-nos da luta que os nossos associados travaram nestes cinco dias”, aponta o comunicado sindical, segundo a Lusa, acrescentando que os tripulantes da Ryanair “demonstraram o que é ser português, ao contrário de um Governo e de um Presidente que optaram por olhar para o lado”.

O sindicato afirma que “irá continuar a lutar contra as ilegalidades perpetuadas pela Ryanair com o beneplácito do Governo de Portugal, aquele que deveria defender os portugueses acima de tudo e de todos” e reconhece e agradece a atuação da ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho), que “só não produziu efeitos imediatos porque não têm meios ou alguém não lhes possibilitou meios para mais”.

No documento, o SNPVAC critica o governo: “após cinco dias de greve na Ryanair, tem a lamentar a (não) atuação do Governo de Portugal perante todas as ilegalidades cometidas pela companhia aérea irlandesa”.

E diz não compreender “a ausência do Presidente da República”, que, “como garante da Constituição e da democracia, deveria ter tido, no mínimo, uma palavra de apoio aos tripulantes da Ryanair”. “Nestes cinco dias de greve nunca o observámos preocupado com a degradação das condições laborais dos tripulantes da Ryanair ou com as ilegalidades cometidas pela empresa, preferiu continuar de férias enquanto o país estava a perder soberania”, critica o SNPVAC.

O SNPVAC critica fortemente a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, e acusa-a de ter ido a Dublin “vender destinos ao desbarato” a uma “empresa que atropela a Constituição” de Portugal.

“Consideramos que é humilhante para todos os portugueses ver a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, deslocar-se a Dublin, no passado dia 21 de agosto, em plena greve dos tripulantes da Ryanair, para ir ‘vender’ destinos do nosso país ao desbarato a uma empresa que atropela a Constituição da República Portuguesa”, critica o sindicato.

O SNPVAC critica de novo os serviços mínimos decretados pelo governo, acusando-o de “defender os interesses económicos de uma empresa privada e estrangeira, em detrimento dos direitos de trabalhadores portugueses”.

 

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