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Ryanair pressiona pilotos de Lisboa: transferência ou desemprego

Uma semana depois de ter anunciado que se mantinha em Faro mas despedia dezenas de trabalhadores, sabe-se que a Ryanair pressiona os seus pilotos de Lisboa para que peçam transferência ou licença sem vencimento ou então haverá despedimentos porque há “um excedente significativo de pilotos”.
Avião da Ryanair sobre Lisboa.
Avião da Ryanair sobre Lisboa. Foto de ☮/Flickr

Na passada quinta-feira, ao mesmo tempo que anunciava um acordo com a ANA, mediado pelo governo, para manter a sua base em Faro baixando as taxas aeroportuárias, a Ryanair assumia que ia despedir dezenas de trabalhadores. Culpava então a Boeing MAX por atrasos na entrega de aviões e já então dizia que os despedimentos poderiam ser reduzidos de 80 para 50 se alguns dos trabalhadores aceitassem a transferência para outros países.

Desta feita, a Ryanair lança as culpas para a falência da empresa de turismo Thomas Cook. Numa nota enviada aos pilotos, citada pela Lusa, a transportadora aérea invoca “um excedente significativo de pilotos que tem de ser reduzido este inverno” no aeroporto de Lisboa para os pressionar a pedir transferência para outras bases do grupo, a pedir licenças sem vencimento ou a ir para outras empresas do grupo como a Buzz e a Laudamotion.

No documento, datado de 24 de setembro, pode ler-se: “esperamos sinceramente que o excedente em Lisboa possa ser resolvido com transferências para outras bases ou com licenças sem vencimento voluntárias. Assim podíamos evitar a perda de empregos neste inverno.”

É neste contexto que o “colapso do operador britânico Thomas Cook” é chamado à colação para lançar números alarmantes: “perder-se-ão 9.000 empregos no Reino Unido e potencialmente cerca de 13.000 empregos em toda a Europa”.

Antes deste anúncio e do colapso da empresa turística britânica, a Ryanair tinha anunciado o abandonado da ligação entre o Porto e Lisboa a partir de 25 de outubro “por razões comerciais”.

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