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Rui Moreira e PSD recusam hastear bandeira arco-íris no Porto

A proposta do Bloco para a criação de um Plano Municipal LGBTI+ foi aprovada, ao contrário da proposta de assinalar o Dia do Orgulho com a bandeira arco-íris hasteada no município. "Rui Moreira devia aprender com o autarca de Munique", diz a deputada municipal bloquista.
casal de mão dada com bandeira arco-iris
Foto de Paulete Matos

Numa altura em que o mundo se manifesta contra a decisão da UEFA de proibir a iluminação arco-íris no jogo em que participa a seleção da Hungria, o executivo de Rui Moreira na Câmara do Porto resolveu seguir-lhe o exemplo, com os seus deputados municipais - bem como os do PSD - a votarem contra a proposta do Bloco para hastear a bandeira arco-íris na sede do município para assinalar o Dia do Orgulho LGBTI+.

Para a deputada municipal bloquista Susana Constante Pereira, este é um exemplo da “resistência” do líder da autarquia à visibilidade LGBTI+. E recomenda a Rui Moreira que “aprenda com o autarca de Munique”, a cidade que acolhe esta quarta-feira o desafio de futebol e vai aproveitá-lo para chamar a atenção para os ataques do governo de Viktor Orbán contra a comunidade LGBTI+ na Hungria.

"No Porto está a haver uma resistência a uma iniciativa de visibilidade da causa LGBT. Aquilo que nós entendemos é que a resistência é, em primeira linha, de quem governa a cidade. É o executivo de Rui Moreira que tem recusado esta proposta. Estamos a falar concretamente do hastear da bandeira, mas para o Bloco de Esquerda a questão não se cinge a esse gesto”, afirmou Susana Constante Pereira à TSF.

Na sessão de segunda-feira, a Assembleia Municipal do Porto aprovou a recomendação do Bloco para que a Câmara elabore um plano municipal LGBTI+, com vista a apontar necessidades e respostas específicas aos problemas desta comunidade “em áreas como a saúde, o contexto escolar, o desporto, a empregabilidade, a cultura ou o espaço público".

Os outros pontos da proposta que o Bloco viu aprovada na reunião dos deputados municipais foram a saudação à realização da 16ª Marcha do Orgulho LGBT+ no Porto, a recomendação a que a Comissão de Toponímia acolha a proposta de atribuir o nome de uma rua da cidade a Gisberta Salce Júnior e o repúdio a recente lei húngara que tem como alvo a comunidade LGBTI+ naquele país.

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