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Rui Matoso é o candidato do Bloco à Câmara de Torres Vedras

João Rodrigues é o primeiro candidato da lista à Assembleia Municipal. As políticas para a juventude, a cidadania ativa, a democracia cultural e a proteção ambiental são as prioridades da candidatura bloquista em Torres Vedras.
Cartaz da candidatura do Bloco de Esquerda aos órgãos autárquicos de Torres Vedras. Foto Bloco de Torres Vedras.

A candidatura do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Torres Vedras é encabeçada pelo professor universitário e investigador em políticas públicas, Rui Matoso, que quer dar continuidade ao trabalho desenvolvido e à apresentação de propostas concretas para o concelho.

A acção do Bloco vai ser decisiva, por exemplo, no combate à exploração de combustíveis fosséis. A candidatira assume o compromisso de apresentar, na Assembleia Municipal, uma proposta "para livrar Torres Vedras" dos furos exploratórios para a prospecção de gás e petróleo. “É um mecanismo democrático e nós fazemos uso dele e de todos os outros, nomeadamente a opinião pública escrita e todas as petições que lançámos para alertar os cidadãos", explicou o candidato. "Nós estamos a divulgar, neste momento, uma petição que se chama 'Torres Vedras livre de petróleo'”, referiu Rui Matoso ao jornal Badaladas.

No município de Torres Vedras, a candidatura do Bloco foi a única que aderiu à campanha Autarquias Livres de Petróleo e Gás.

A candidatura do Bloco em Torres Vedras defende também a transição energética para as energias renováveis. "Combater as alterações climáticas não significa apenas uma política orientada para a justiça social e climática para com todos os ecossistemas do planeta Terra, exige igualmente uma política activa de criação de emprego pelo e para o clima", defende Rui Matoso.

O candidato relembrou ainda que foi o Bloco que apresentou, em assembleia municipal, a proposta para a existência de um Orçamento Participativo, implementado de seguida pelo executivo municipal.

Para Rui Matoso é necessário apostar na elaboração de uma estratégia cultural participada, que negue as lógicas do entretenimento e do controlo de massas, promovidas pela atual maioria do PS na Câmara: “Falta uma política cultural e estratégias culturais definidas, publicadas e discutidas. Se eu for ao site da Câmara não encontro nenhum documento onde possa perceber qual é a estratégia da municipal para a cultura. Tem de haver uma política participada e aberta à discussão pública, se não for na área da cultura não sei onde é que isso fará sentido”, afirmou.

“A Câmara não pode ter opções estéticas e fazer interferências nos equipamentos culturais, porque eles têm de ter autonomia e independência; são instituições públicas que estão ao serviço das pessoas, não estão ao serviço do poder político”, salientou ainda o candidato.

A candidatura à Câmara de Torres Vedras quer também dar prioridade ao bem estar animal. Uma das propostas, que constam do manifesto autárquico concelhio, pretende criar um “Conselho Municipal do Bem Estar Animal”, através do qual seja eleito um(a) Provedor(a) dos animais residentes no município, com autonomia e independência da autarquia.

No caso das touradas e dos circos com animais, o município de Torres Vedras deve “tomar uma posição clara e inequívoca, não permitindo, como até agora, a permanência de circos com animais e declarando-se definitivamente como cidade anti-touradas”.

Torres Vedras deve ser pioneiro no combate ao uso de herbicidas (Glifosato, Etizol, etc...) no espaço urbano, defende o Bloco. “Para além de severamente tóxicos, cancerígenos e desreguladores do sistema endócrino”, os bloquistas do concelho consideram que não é aceitável que o poder local continue, “durante décadas a fio, a envenenar o meio ambiente onde habitamos, nós, os animais e as plantas”. No caso de Torres Vedras, é ainda mais grave quando o executivo municipal se vangloria de ter os melhores prémios ambientais da Europa.

A candidatura bloquista pretende ainda combater a monocultura do eucalipto, que tem aumentado no concelho de Torres Vedras. Desde há algumas décadas que a nossa área florestal é ocupada por “floresta de produção”, leia-se “eucaliptal”.

Rui Matoso encabeça uma lista de ativistas que ao longo dos anos têm tomado posições contra todas as formas de discriminação, entre as quais, o racismo e a xenofobia, homofobia e contra o especismo (discriminação negativa, exploração e dominação dos seres vivos que não pertencem à nossa espécie).

“Comprometendo-nos com a defesa intransigente da liberdade e com a busca de alternativas ao capitalismo, militamos por um mundo ecologicamente sustentável”, pode ler-se no manifesto da candidatura do Bloco de Esquerda.

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