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Rio Ave: Eurodeputados do Bloco questionam Comissão Europeia

Nas descargas poluentes efetuadas no Rio Ave, em Famalicão, “está em causa o incumprimento das disposições comunitárias em matéria ambiental, designadamente da Diretiva Quadro da Água”, afirma Marisa Matias na pergunta dirigida a Bruxelas.
Rio Ave. Fotografia: CM Famalicão

O rio Ave nasce na Serra da Cabreira e atravessa vários municípios até desaguar em Vila do Conde. No Parque de Lazer Calça Ferros, na freguesia de Pedome, em Vila Nova de Famalicão, os odores nas margens do rio Ave são “tão nauseabundos quanto recorrentes”, o que desvirtua o propósito daquele parque, referem os eurodeputados do Bloco na pergunta que endereçaram à Comissão Europeia, acrescentando que “os visitantes não conseguem usufruir convenientemente do parque para encontros sociais ou para a prática de exercício físico, e muito menos para nadar ou pescar no rio”. 

As populações - cujas habitações são vizinhas do rio, do parque e de algumas fábricas, obrigadas a respirar os odores fétidos causados pelas frequentes descargas feitas para o rio e preocupadas com a sua própria saúde face à poluição envolvente - têm efetuado diversos apelos, até agora sem resposta, para que haja fiscalização pelas entidades responsáveis  bem como medidas que despoluam o rio Ave.

Marisa Matias e José Gusmão consideram que está a ser violada a Diretiva Quadro da Água e, como tal, endereçaram uma pergunta à Comissão Europeia para aferir quais as medidas que vão ser implementadas para instar o governo português a fazer cumprir a legislação comunitária, bem como a nacional.

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