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Ricon: “É fundamental para a economia do país que se mantenha a laboração da empresa”

Grupo têxtil despede 800 trabalhadores. Deputados José Soeiro e Pedro Soares estiveram com trabalhadores em Famalicão onde garantiram que o Bloco vai pressionar o Governo para que seja encontrada solução que assegure manutenção dos postos de trabalho.

A Ricon, de Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, anunciou na segunda-feira que procedeu ao envio de cartas de despedimento para os cerca de 800 trabalhadores da empresa. O grupo do têxtil do Vale do Ave, composto por oito empresas e proprietário das lojas Gant em Portugal, apresentou-se à insolvência em finais de 2017.

Os credores da Nevag SGPS, da Nevag II SGPS e da Ricon serviços votaram, esta terça-feira, favoravelmente ao encerramento e liquidação dos ativos das holdings e à cessação da atividade da atual administração, com exceção para um dos credores, que votará por escrito por não ter tido acesso ao relatório do administrador de insolvência.

As assembleias de credores continuam quarta e quinta-feira, agora relacionadas com as empresas operacionais do grupo: Delvest, Ricon industrial, Delos, Fielcor e Ricon Imobiliária.

Segundo um comunicado da administração agora deposta, a atividade do grupo “dependia de forma significativa da Gant, quer na vertente do retalho, cuja dependência era total, quer na vertente da indústria, cuja dependência era superior a 70 por cento e que aquela marca "se mostrou totalmente intransigente e indisponível para negociar e/ou mesmo abordar e analisar" as propostas apresentadas. O passivo do grupo ronda os 33 milhões de euros.

Também esta terça-feira, os deputados José Soeiro e Pedro Soares estiveram presentes na vigília das trabalhadoras à porta da fábrica.

O deputado eleito pelo círculo de Braga, começou por assinalar que na Ricon “há muito trabalho e muitas encomendas” e que estas trabalhadoras têm um “know how muito importante e com grande prestígio no mercado do vestuário”.

“É fundamental para a economia do país que se mantenha a laboração da empresa”, rematou. O deputado deixou ainda a garantia que o Bloco vai continuar a pressionar o Governo para que encontre um investidor que assuma a empresa e assegure a manutenção dos postos de trabalho.

Pedro Soares não deixou, no entanto, de chamar à atenção para as “evidências de gestão danosa” que exigem “intervenção do Ministério Público”. “É preciso investigar estes patrões, que não têm em conta as suas responsabilidades económicas e sociais, sejam chamados à responsabilidade”.

Por seu turno, José Soeiro sublinhou que se trabalha de “mais uma fábrica que foi vítima de uma gestão que descapitalizou a empresa”.  “Temos vindo a assistir a estes mecanismos para cobrir formas de gestão que são lesivas para os interesses da economia”, alertou.

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