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Reunião do G8: RÚSSIA NÃO ENTRA NA OMC

lusa_bush_putin_siteAinda ante do início da reunião do G8, a Rússia já acumula um fracasso, ao não conseguir luz verde por parte da administração americana para a entrada na Organização Mundial do Comércio. "Ainda há trabalho a fazer", desconversou o presidente dos EUA, George Bush, numa conferência de imprensa dada este sábado. Putin, por seu lado, frisou que o seu país deseja o acesso à OMC o mais rápido possível: "Vamos continuar a negociar." A reunião do G8, este fim de semana em São Petersburgo, tem como mote dois aspectos principais: a "segurança energética" e o "combate ao terrorismo"

 

O Presidente da Rússia Vladimir Putin aposta forte nesta cimeira, ontem jantou com George W. Bush, o prato farto foi a guerra no médio oriente. Para que ninguém estrague a festa do governo russo, em São Petersburgo, Putin tem reprimido duramente os activistas alterglobalização. Sucedem-se as agressões e prisões.

A Rússia quer valer as suas reservas de gás natural e petróleo e a sua força militar. A agenda da cimeira dos sete mais ricos mais a Rússia é ambiciosa: pretende discutir-se o plano energético e a famosa "guerra contra o terrorismo". Neste cenário, em que o governo russo quer entrar, sem ser como pedinte armado, nos grandes deste mundo, não cabem manifestações contra a cimeira. Por isso, assiste-se a um corrupio de detenções, proibições e agressões policiais aos jovens activistas. Os serviços secretos e a policia tem feito horas extraordinárias, o objectivo da manobra repressora é impedir a todo o custo que os "revoltosos", termo usado pelo Kremlin para denominar os activistas alterglobalização, cheguem à antiga capital russa.

Chegam testemunhos de todas as partes do país, contando casos de repressão.

Centenas de activistas foram impedidos de participar no Fórum Social Russo que se realizou esta sexta, no Estádio Kirov, muito longe do centro de São Petersburgo.

Um dos organizadores do Fórum Social Russo, Liev Ponomariov, denunciou mais de 200 prisões de militantes da oposição e de organizações juvenis comunistas e anarquistas, que foram sujeitas a uma espécie de "prisão preventiva", sem terem cometido nenhum crime.

Estas medidas levaram o Partido Comunista da Rússia e outras 28 organizações de esquerda a exigir, num comunicado distribuído na sexta, que se cancele a cimeira do G8, devido a que a Rússia, "sob o pretexto de garantir a segurança dos líderes do G8, implantou um virtual estado de sítio". 

Apesar das manifestações estarem proibidas em São Petersburgo, comunistas e outros activistas vão marchar na Ilha de Kretovsky ao cruzeiro Aurora, símbolo da Revolução de Outubro, ancorado frente ao Palácio de Inverno.

JANTAR COM O AMIGO BUSH
Apesar da contestação, Putin teve um jantar sossegado com o Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a algumas horas da abertura oficial da cimeira. A ementa foi diversificada, e ligeiramente toldada com a situação no Médio Oriente. George Bush declarou posteriormente que a única forma de resolver a crise na região era "desarmar o Hezbollah", e responsabilizou a Síria por fazer que isso aconteça.

Por seu lado, Putin realçou a "legitimidade das preocupações israelitas", mas pediu que a reacção fosse "proporcional" e poupasse os civis. Para o presidente Russo, apenas as negociações poderão trazer paz à região.

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