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"Retificativo é consequência natural de capitalização pública da CGD"

Mariana Mortágua interveio sobre a aprovação do plano de capitalização da Caixa que a manterá integralmente pública. A deputada bloquista exigiu saber o que levou aos requisitos de capital adicional no valor de recapitalização e afirma que o Bloco "logicamente" não está contra o Orçamento retificativo, o procedimento que permite a injeção de capital público.
Mariana Mortágua intervém na convenção do Bloco, foto de Paulete Matos.

Mariana Mortágua prestou hoje declarações sobre o plano de capitalização da Caixa Geral de Depósitos, aprovado em Bruxelas. "O Bloco sempre defendeu três coisas relativamente e este processo: que deve ser pública, por ser essa a melhor garantia do interesse nacional; que deve ser capitalizada, isto é, que deve ter o montante necessário para que possa funcionar e ajudar a economia do país; e que é preciso transparência no processo".

O plano de capitalização da Caixa divulgado garante "o cumprimento destas duas primeiras condições", mas "é preciso que esse dinheiro sirva o propósito de emendar a Caixa como um banco estável, que garante que o sistema financeiro em Portugal funciona, que apoia a economia, as empresas e que funciona com transparência", exigiu a economista.

Em relação ao terceiro ponto defendido pelo Bloco, a transparência do processo, a deputada bloquista exigiu saber o que levou ao montante de recapitalização, "o que justifica as operações passadas e os requisitos de capital adicional". "Já pedimos uma auditoria, há uma Comissão de Inquérito, aguardamos por esses dados", adiantou a dirigente bloquista.

Sobre o facto de a recapitalização obrigar a um Orçamento retificativo, Mariana Mortágua afirmou que "se o Bloco admite que a Caixa tem de ser pública e a Caixa precisa de uma injeção de capital do acionista, tal como todos os outros bancos do sistema privado precisaram, para se manter pública, logicamente que não podemos depois estar contra o procedimento burocrático ou administrativo que permite essa injeção de capital público, o Orçamento retificativo é a consequência natural da capitalização pública da Caixa".

Relativamente à posição intransigente que o Bloco tem defendido perante o governo de recusa de qualquer despedimento na Caixa Geral de Depósitos, a deputada bloquista explicou que o governo garantiu que o que aconteceria na Caixa seriam reformas antecipadas e processos de rescisão amigável por mútuo acordo.

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