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“Responder à emergência climática é dar condições de vida”

Esta sexta-feira, num comício em Viana do Castelo, em dia de greve climática, Catarina Martins lembrou a “pequena elite mundial que tem ganho muito com a exploração dos recursos deste planeta, de forma destrutiva” e afirmou que “responder à emergência climática é respeitar o planeta e as pessoas, é dar qualidade de vida, saúde, justiça”.
Fotografia de Paula Nunes
Fotografia de Paula Nunes

Em dia de greve climática, a coordenadora do Bloco de Esquerda focou-se nas respostas à emergência climática, dizendo que “as gerações mais jovens vieram à rua dizer que é preciso um país diferente”. Assim, fez referência às centenas de milhares de jovens que se juntaram esta sexta-feira em nome da necessidade de alterar as políticas climáticas. Os protestos ocorreram em mais de 170 países e de sete mil cidades. Portugal aderiu à Greve Climática Global com manifestações em 30 cidades (veja aqui as fotogalerias das manifestações em Lisboa e em Braga), e os jovens envergaram cartazes em que diziam “Não ao furo, sim ao futuro”, “Não há planeta B”, “Os jovens estão na rua, a luta continua”, “Salvem o planeta, não os bancos”, “se o planeta fosse um banco já estava salvo”.

“Estes jovens que vieram à rua sabem bem o que dizem”, afirmou a coordenadora do Bloco, sublinhando que “responder à emergência climática não é sacrificar o povo, é dar condições de vida ao povo”.

“Há uma pequena elite mundial que tem ganho muito com a exploração dos recursos deste planeta, de forma destrutiva”, apontou, acrescentando que “responder à emergência climática é respeitar o planeta e as pessoas, é dar qualidade de vida, saúde, justiça”. Assim, no seu entender, urge “trocar energia a petróleo por energia renovável”, criando-se um paradigma em que a energia “não tem de estar nas mãos de uns poucos que ficam com tanto”.

A energia renovável, “mais limpa e mais barata”, é uma foram de “respondermos ao clima, respondemos às pessoas”, afirmou Catarina Martins.

Em termos de transportes, a coordenadora do partido voltou a insistir na necessidade de se “transformar a ferrovia em norma e não em excepção”. Com isto, “não estamos a pedir às pessoas que se sacrifiquem; pelo contrário, estamos a dar qualidade de vida, a devolver-lhes o rendimento”. “A ideia de que responder pelo clima é um sacrifico é da direita, que acha bem cobrar às pessoas pelas portagens quando nunca lhes deu transportes públicos de qualidade”, rematou.

“Quando dizemos que queremos um pegada ecológica menor, não estamos a atacar quem produz e quem compra, estamos a proteger consumidores e produtores”, afirmou ainda a coordenadora do Bloco, acrescentando que “a grande produção talvez não goste, mas estamos aqui para defender quem aqui vive e quem aqui trabalha”.

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