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Residências para pessoas com deficiência fecham por falta de apoio da Segurança Social

Duas residências autónomas da Cerci de Braga, com dez utentes, vão encerrar colocando oito empregos em risco. O apoio prometido em fevereiro pela ministra Ana Mendes Godinho nunca chegou.
Residentes de uma habitação da Cerci de Braga. Foto publicada na página da instituição.
Residentes de uma habitação da Cerci de Braga. Foto publicada na página da instituição.

A Cerci de Braga enviou já uma carta aos familiares a anunciar que as suas duas residências de São Vicente, em que pessoas com deficiência vivem autonomamente, vão ter de encerrar. Estas tinham beneficiado, até dezembro, do apoio do projeto “BPI Capacitar”. Desde então, tem sido a instituição a assegurar os custos mensais de 16 mil euros. Só que a sua capacidade financeira terá chegado ao limite.

Em fevereiro, quando a ministra Ana Mendes Godinho visitou Braga, tinha-se comprometido a resolver a situação através de um contrato com a CERCI, no âmbito do programa PARES- Programa de Alargamento de Equipamentos Sociais.

Este apoio nunca chegou. Assim, os dez utentes da Casa de São Vicente e da Casas de Infias irão ter de procurar outra solução residencial e oito trabalhadores têm o seu emprego em risco. Segundo o jornal O Minho, na carta enviada aos familiares, a gestora da CERCI, Vera Vaz, informa que vai rescindir o contrato de prestação de serviços da resposta “Residência de Autonomização e Inclusão” por não ter conseguido que a Segurança Social formalizasse o acordo. Escreve-se ainda que “as condições que agora nos apresentam são as de que só finalizadas as obras se poderá solicitar acordo de cooperação. Ou aguardando a abertura de concurso PROCOOP, que não tem data prevista. Assim, a situação tornou-se insustentável”. Assume-se, por último, o “compromisso de tentar encontrar outra resposta junto da Segurança Social”.

Àquele órgão de comunicação local, um dos familiares lamenta a situação. Vasco Cunho, reformado e viúvo, tem um filho com 55 anos num destes espaços e diz que “se isto fechar vai ser uma tragédia”. Garante que o seu familiar “está lá tão bem” qu “quase já não quer vir a casa” e critica: “em Portugal há dinheiro para tudo menos para quem precisa”.

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