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Representantes dos jornalistas e media privados apoiam "imposto Google" no Orçamento

Presidente do Sindicato dos Jornalistas diz que a proposta do Bloco é “a que mais responde” às preocupações levantadas. Representante dos media privados também concorda com a taxação sobre as grandes empresas digitais.
Foto Dave Kleinschmidt/Flickr

No quadro do debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2020, a agência Lusa ouviu representantes do setor dos media acerca das propostas em debate. Todos apontaram que são “insuficientes” para dar resposta à crise que o setor atravessa.

Para a presidente do Sindicato dos Jornalistas, Sofia Branco, entre as propostas em debate “a que mais responde é a do Bloco de Esquerda, que é a mais abrangente, e versa sobre diferentes assuntos”. E destaca a proposta bloquista para criar uma contribuição sobre serviços digitais como "ousada, arriscada, mas muito importante”.

“É preciso fazer alguma coisa, porque se trata de roubo de um conteúdo que é produzido por pessoas e empresas em situação de dificuldade económica. Daí, as grandes plataformas que disseminam esses conteúdos terem uma responsabilidade acrescida", defendeu a jornalista em declarações à Lusa. Já sobre o reforço do serviço público prestado por esta agência de notícias, Sofia Branco espera que as propostas apresentadas pelo Bloco e PCP possam reunir “o consenso entre todos os outros partidos”.

Outro defensor da contribuição sobre serviços digitais é Luís Nazaré, da da Plataforma de Media Privados, para assim conter o “poder avasslador” de empresas como o Google e o Facebook, que gerem da “maneira que mais lhes convém” a fileira publicitária desde a angariação até à distribuição.

A proposta do Bloco, retomada agora no Orçamento do Estado, chegou a ser discutida e votada no parlamento em março, com os maiores partidos a recusarem introduzir um imposto sobre serviços digitais. Nessa proposta, parte do novo imposto seria direcionado para um fundo para a imprensa e literacia para os media. Esse fundo serviria para garantir a todos os estudantes do 12º ano ou do ensino superior o acesso a uma assinatura digital anual à sua escolha de uma revista ou de um jornal, bem como o financiamento do porte pago, de que depende a imprensa local e regional.

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